quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

10 dicas para ser mais produtivo em 2011

Esta é a época em que todos fazem o balanço do que ficou para trás e definem suas metas para o ano novo que vai chegar. Tornar-se mais produtivo é um item recorrente na lista dos empreendedores, que precisam se desdobrar no dia-a-dia para dar conta de todas as demandas do seu negócio.

Com a ajuda do especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa, destacamos 10 dicas para quem quer comandar seu negócio com maior eficiência e tornar-se mais produtivo em 2011. Confira:

1. Defina sua estratégia
Saber exatamente para onde vai é o primeiro passo para o empreendedor que não quer perder tempo em 2011. Defina claramente a estratégia da sua empresa para os próximos 12 meses, sem perder de vista a missão do seu negócio e as investidas da concorrência. E não pare por aí. Barbosa recomenda reservar um tempo para visualizar onde seu negócio deve estar daqui a três, cinco, dez anos.

2. Transforme a estratégia em metas
Para ver resultados rápidos, transforme sua estratégia em metas tangíveis e transmita-as claramente aos colaboradores. “Canso de ver empresas de todos os portes gastando bastante tempo na definição de estratégias corporativas, mas pouco tempo na transformação dessas estratégias em metas que a equipe possa mensurar e tornar em ações concretas”, diz o especialista. É papel do empreendedor definir as atividades que precisam ser executadas no dia-a-dia por sua equipe, do contrário todos podem perder tempo com atividades que não trarão resultados para o negócio.

3. Defina prioridades claras
Não basta definir quais são as atividades que devem ser executadas pela equipe, é preciso também estabelecer quais são as mais importantes para garantir a eficiência no dia-a-dia. “Sem uma política clara e explícita, tudo na empresa se transforma em prioridade”, argumenta Barbosa. Reserve um tempo para criar uma matriz de prioridades e divulgue ao time. Todos, sem exceção, devem ter clareza sobre o que deveriam estar fazendo.

4. Priorize o senso de importância e não a urgência
Estabelecer prioridades não significa estabelecer urgências. “Não faça sua equipe um time de corrida, faça da sua equipe um time que sabe prevenir emergências, que gasta seu tempo com tarefas realmente importantes”, aconselha o consultor.

5. Crie sistemas
Sua empresa deve ser capaz de caminhar com as próprias pernas, sem que a sua presença seja necessária o tempo todo. Para que isso seja possível, é preciso criar sistemas que levem as equipe a trazer resultados. “Como o cliente deve ser atendido? O que fazer quando há um novo pedido? Como comprar material para o estoque? Pense nas principais atividades do seu grupo e transforme em procedimentos claros e auto-explicáveis”, explica Barbosa.

6. Inspire, sonhe e lidere
Os três ingredientes acima são fundamentais para motivar a equipe a trabalhar com maior eficiência. “Faça com que cada dia seja uma oportunidade para você inspirar seu time na direção do que você deseja alcançar, sonhe com os próximos passos da sua empresa e lidere sua equipe a alcançar os objetivos do negócio por eles mesmos, sem necessidade de cobrança constante”, recomenda o especialista.

7. Mantenha uma agenda
Na hora de administrar seu tempo, não confie apenas na memória – ela pode te deixar na mão. Escolha uma ferramenta para centralizar e armazenar seus compromissos, tarefas, metas e projetos. Pode ser uma agenda tradicional de papel ou uma ferramenta eletrônica - a escolha fica a gosto do freguês. “Não existe ferramenta melhor ou pior. A ideal é aquela com a qual você melhor se encaixa”, opina Barbosa.

8. Transforme grandes desafios em pequenas atividades
Para evitar a procrastinação, divida tarefas grandes e complexas em sub-tarefas menores. Evite ultrapassar 3 horas de duração para cada atividades e mantenha essas tarefas bem específicas e detalhadas. “Uma dica é anotar o que deve ser feito como um compromisso na sua agenda. Em geral, isso ajuda a ter maior comprometimento”, aconselha o especialista.

9. Aposte na colaboração
Uma forma eficiente de aumentar a produtividade é reduzir o vai-e-vem de e-mails e as reuniões adotando sistemas de colaboração. Escolha um dentre os vários aplicativos disponíveis na internet que ajudam a gerenciar a equipe e colaborar em projetos de forma simples e prática. Com funções diversas, há desde opções gratuitas, como o Google Docs e Huddle até alternativas pagas como Basecamp e Neotriad. “Quando o empreendedor tenta abraçar a macro e a micro gestão, ele fica sem tempo, a empresa sem um líder e o time sufocado”, diz Barbosa.

10. Tenha tempo para você
Não esqueça de reservar um tempo na sua agenda para você mesmo. “Sem tempo para si próprio, o empreendedor fica estressado, ansioso, nervoso e muitas vezes isso acaba refletindo em problemas de saúde”, justifica Barbosa. Ao negligenciar seu próprio tempo em função do negócio, o empreendedor pode pagar o preço no longo prazo, seja na empresa ou na vida pessoal. “Assuma o papel de empreendedor e não de escravo do seu negócio”, adverte o especialista.

"Fonte: Exame.Com"
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/10-dicas-para-ser-mais-produtivo-em-2011?page=2&slug_name=10-dicas-para-ser-mais-produtivo-em-2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Em contagem decrescente

"O FMI está em Portugal pela segunda vez no último mês e meio. A missão dos técnicos de Washington passa pela análise das reformas estruturais necessárias ao País e também da situação do sistema financeiro nacional, apurou o Negócios.

Fonte oficial do Fundo garantiu que a visita se enquadra apenas na análise anual que a instituição faz aos Estados membros (conhecida por Artigo IV).

"Esta é uma pequena missão de rotina, planeada há uns meses para discutir reformas estruturais na preparação das consultas para o Artigo IV que terão lugar na primeira metade de 2011", explicou fonte oficial do FMI.

Ao que o Negócios conseguiu apurar, António Borges, o novo director do FMI para a Europa já em funções, também está em Portugal, mas segundo a mesma fonte, não está incluído na missão, estando no País em "assuntos privados"."

Fonte: Jornal de negócios online 15/12/2010

Com esta notícia publicada no jornal de negócios, é bem possível que a entrada definitiva do FMI em Portugal esteja por dias, para além disso, "O Governo prepara-se para anunciar já esta semana um novo pacote para a economia portuguesa que inclui medidas nos domínios do trabalho e da promoção das exportações, indicou o primeiro-ministro, José Sócrates, em declarações publicadas esta terça-feira pelo jornal The New York Times", sendo que algumas destas medidas foram indicadas pelo FMI ao Governo Português, conforme artigo abaixo.

"E.U. States Ready to Back European Central Bank Fund Request
By JACK EWING and MATTHEW SALTMARSH
Published: December 14, 2010

Euro zone governments stood ready Tuesday to back contingency plans from the European Central Bank to shore up its reserves against losses from bond purchases.

Armando Franca/Associated Press
José Sócrates, Portugal's prime minister, plans to offer measures to strengthen the economy.
A warning of a possible downgrade in Belgian government debt and a new bond issue by Spain that met soft demand unsettled financial markets again Tuesday and interrupted gains by the euro.

The uncertainty put additional pressure on European leaders as they prepared to meet on Thursday and Friday.

The central bank had no comment Tuesday on the possible increase in reserves, first reported by Reuters. Such an increase would require approval from European governments and would have to come via central banks in the European Union. One result could be that the central banks of the various countries might have to cut the dividends that they typically pass on to their governments.

A well-placed European finance official said Tuesday that finance ministers were preparing a letter to be released this week in which the governments would commit to providing the central bank with additional capital, if needed.

The official, who was not permitted to speak publicly, said the governments would offer the central bank “as much backing as possible” and the resources to “do what it takes” to resolve the crisis.

He said the central bank was concerned that a decline in the quality of the collateral that it holds, as a result of its recent bond-buying program, might raise questions about its ability to intervene in the event of a further deterioration in market conditions.

“There should be no concern or impression that the E.C.B. will run out of capital,” the official said, referring to the European Central Bank.

A senior German official said Germany, the euro area’s biggest financial contributor, would take a positive view of any increase in reserves.

“If the E.C.B. considers it necessary to increase its capital, then we would take part,” said the official, who under terms of a presummit briefing could not be quoted by name. He said that the central bank president, Jean-Claude Trichet, might raise the issue at a dinner Thursday with European leaders in Brussels.

The move might be interpreted as the bank’s preparing to escalate — if needed — its purchases of government bonds from countries with the worst budget problems.

As markets continued to put pressure on bonds from the most indebted countries, Prime Minister José Sócrates of Portugal said he intended to announce measures soon to help strengthen the Portuguese economy.

Mr. Sócrates faces persistent concerns about whether Portugal, hobbled by an austerity budget, can meet its economic and deficit-cutting goals. “These measures will be to support growth and competitiveness,” Mr. Sócrates, a Socialist who heads a minority government, said late Monday.

Investors shifted out of European bonds again Tuesday after the ratings agency Standard & Poor’s warned that it could cut the outlook on Belgium’s credit rating because of political uncertainty and the Spanish government was forced to pay a higher rate to investors buying its bills.

The central bank governing council will meet Thursday along with bank governors from other European Union countries who are not in the euro zone, an opportune time to discuss a capital increase, because all central banks would need to contribute.

The European Central Bank draws its capital reserves, which currently total 5.76 billion euros ($7.7 billion), from national central banks, which are effectively its shareholders. So any decision to raise reserves could affect taxpayers by decreasing the amount of profit that national central banks pass on to their governments. Last year, for example, the Bundesbank reported a profit of 4.1 billion euros, which it turned over to the German government.

On Monday, the European Central Bank said it spent 2.7 billion euros last week buying European government bonds on open markets, bringing the total since May to 72 billion euros.

Traders say the bank has been buying Greek, Irish and Portuguese bonds.

Debt from Greece, Ireland and Portugal is considered risky, raising the possibility that the central bank could suffer losses that exceeded the amount of its capital. Any losses would be in the future, though, because the bank policy of holding on to debt until it matures.

Among economists there is a debate whether such losses matter, because the central bank — unlike commercial banks — can print money and would never go bankrupt.

Jörg Krämer, chief economist at Commerzbank in Frankfurt, dismissed the idea that losses would ever present a threat to the bank’s credibility. “The mere fact that we are discussing this topic so much is a reflection of the general nervousness,” he said.

Mr. Sócrates, the Portuguese prime minister, said he was likely to announce details of his plan for the economy as early as this week.

Areas where improvements could be made included labor market rules, cutting red tape and promoting exports, he said.

Mr. Sócrates also said he took encouragement from a study published this month by the International Monetary Fund that suggested Portugal was among the Western countries that had done the most to improve public finances by 2020.

“I am very glad that the I.M.F. made this study that confirms that we are on the right track toward fiscal consolidation,” Mr. Sócrates said.

Still, Portugal’s borrowing costs have been kept close to record highs since last month, when Ireland had to request rescue financing because of rising rates and the collapse of its banking sector.

After Greece and Ireland, Portugal is seen as one of the weakest economies, crippled by low competitiveness and a large budget deficit. To ease market concerns, Mr. Sócrates recently pushed through the Portuguese Parliament a second austerity package that includes public sector wage cuts, tax increases and a freeze on pension rates.

As a result, Mr. Sócrates said that Portugal would meet its target of cutting its budget deficit this year to 7.3 percent of gross domestic product, from 9.3 percent last year.

Still, in a research note published after the latest austerity package, economists at Commerzbank cast doubt on whether Portugal would meet its deficit goal this year."

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mensagem Positivista

"EU CONHEÇO UM PAÍS..."
por Nicolau Santos

"Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os de toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.

Eu Luís Pirão, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos:
- Eu conheço um país que é segundo em net de banda larga na Europa.
- Eu conheço um país que tem uma capital com eventos culturais fantásticos que fazem frente a qualquer cidade do mundo. Que tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as carteiras e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e de razoável qualidade. Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.
- Eu conheço um país com uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente pela primeira vez na história da humanidade no século XVI.
- Eu conheço um país que tem a sua selecção de futebol neste mês de Maio no 3.º lugar do ranking mundial em mais de 200 nações, só o Brasil e a Espanha estão à frente com poucos pontos de diferença.
- Eu conheço um país que conquistou meio mundo no século XVI com base no respeito pelos outros povos, com base nas trocas comerciais, com base na diplomacia.
- Eu conheço um país que venceu os seus compatriotas espanhóis pela força de vontade de um homem chamado Nuno Alvares Pereira e que permitiu a paz para a nação se lançar nos descobrimentos marítimos.

Eu José Lopes , acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos e do Luís Pirão:
- Eu conheço um País que está a criar um medicamento que previne e combate a obesidade.
- Eu conheço um País que produz os melhores sapatos do mundo.
- Eu conheço um País que produz os fatos usados na Fórmula 1 e nos astronautas da NASA.
- Eu conheço um País que produz o melhor software de GPS do mundo.
- Eu conheço um País que faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial.
- Eu conheço um País que tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento Mafra).
- Eu conheço um País que produz os adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.
- Eu conheço um País que tem a maior variedade gastronómica do mundo.
- Eu conheço um País que criou a única palete de cores para leitura de daltónicos.

O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...

P O R T U G A L !!!!

Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a McDonalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, mas nós só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso. É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Vamos mudar a nossa mentalidade para ajudarmos o nosso país que tanto precisa de nós, vamos dar o primeiro passo e falar coisas positivas e optimistas. "

Fonte: Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"


É pena não haver o hábito de contar coisas positivas! A contrariar a tendência do que se escreve nos últimos tempos, até que enfim, que há um Português que diz bem de Portugal, além do Sócrates claro. Já é tempo de começarmos a valorizar o que está bem! O blog também vai tentar trabalhar nesse sentido sem nunca perder a acutilância realista ajustada à cdonjuntura actual.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Excepção à regra!!!

A seguir por todos que exerçam cargos Políticos ou nomeados pelo Governo!
Uma lição de honestidade com Utilidade Pública ou... a excepção à regra!


Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.

Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.

Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.

Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.

Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara Municipal de Santarém

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Boa Noticia!

"O consumo anual de electricidade em Portugal já passa em 50,3% do total pelas fontes renováveis, de acordo com dados de Setembro da Direcção Geral de Energia e Geologia, segundo os quais já há licenciamento para mais 12% de potência renovável face à actualmente instalada.


O consumo de energia eléctrica em Portugal já está a ser abastecido, em mais de metade do volume total, por fontes renováveis, tendo a quota das energias limpas assumido em Setembro um peso de 50,3%, segundo dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

No final de Setembro o consumo anualizado (contando os 12 meses de Outubro de 2009 a Setembro de 2010) estava a ser abastecido em 50,3% a partir das renováveis, acima do anterior recorde de 50,2% de peso das renováveis, verificado em Julho, e também acima da quota de 35,1% que as renováveis assumiram no ano 2009.

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis nos primeiros nove meses deste ano subiu 71% face a igual período do ano passado. Mas no terceiro trimestre o crescimento face ao ano passado foi menos acentuado: a produção hídrica, por exemplo, subiu 40%, e a eólica apenas aumentou 2%.

Dentro da produção eléctrica renovável, as hídricas (incluindo as grandes barragens) assumem um peso de 56,6%, as eólicas valem 33%, a biomassa 7,5% e a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos contribuem com o restante.

Dos 9.336 megawatts (MW) de potência instalada no final de Setembro, os distritos com maior capacidade de geração renovável eram Bragança (1.063 MW), Viana do Castelo (1.087 MW) e Viseu (1.040 MW).

Por tecnologias, a grande hídrica (centrais com mais de 30 MW) somava 4.234 MW instalados em Setembro e as eólicas 3.841 MW.

Segundo a DGEG, estão actualmente licenciados 10.461 MW de potência de origem renovável, o que confere a estes recursos a garantia de ser possível ligar à rede pelo menos mais 12% de potência do que a actualmente existente.

"Até Setembro de 2010, foram licenciados 4.433 MW de potência eólica. Atendendo à potência licenciada, prevê-se que até final de 2010 estejam instalados 4.000 MW de potência eólica no sistema eólico nacional", refere a DGEG.

No terceiro trimestre deste ano foram licenciados 60,6 MW de capacidade eólica e 17 MW de biogás, o que se traduz num total licenciado (77,6 MW) superior aos 62,3 MW do segundo trimestre do ano, mas inferior ao licenciamento do primeiro trimestre (141,1 MW)."

Quanto menos dependentes formos dos produtos petrolíferos melhor. Já que, estes, representam grande parte das nossas importações

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fundos de Investimentos Mobiliários (II)

Neste post vou mostrar a rentabilidade de alguns fundos existentes no mercado nacional. Alguns sao boas oportunidades de negocio.



(para ver melhor carregue nas imagens)

O fim do "Tigre Celta"...

Entre 1990 e 2007, o rendimento per capita irlandês, subiu de 75% da média da UE a quinze, para o segundo mais alto, apenas ultrapassado pelo Luxemburgo.
Este "milagre" foi matéria de estudo durante anos.

Inicialmente, investiu fortemente na educação, criando assim uma mão-de-obra altamente qualificada, e a partir daí, tudo fez para atrair investimento estrangeiro.
Os impostos sobre as empresas, desceram até aos mínimos, atingindo o valor actual de 12,5%, as subidas dos salários foram limitadas, os mercados de trabalho e produtos desregulados, e o facto de a língua mãe ser o inglês foi bastante favorável.
A estratégia resultou, e as multinacionais, maioritariamente de origem norte-americana, escolheram a Irlanda como base para as suas operações europeias, explodindo assim as suas exportações, e a taxa de emprego.
São exemplos: Apple, Siemens, Barclays, Mcafee, Blizzard Entertainment, Microsoft, Lilly, entre muitas outras (cerca de 1000).

Esta entrada de multinacionais, veio acompanhada de capitais, o que veio inchar a bolha imobiliária, e com o estouro desta nos EUA, a Irlanda foi atrás.
Multinacionais fecharam portas, desemprego aumentou, os bancos irlandeses (Anglo Irish Bank, Bank of Ireland, TSB, Ulster Bank) repletos de "activos tóxicos".
Estando a Irlanda muito dependente da situação económico-financeira dos EUA, não admira que tenha sido o primeiro país da zona Euro a entrar em recessão.

Actualmente com uma taxa de desemprego a rondar os 14%, um défice público de 32% (já a contar com a ajuda do Estado irlandês aos 3 bancos com mais dificuldades) e com deflação de 1%, leva-nos a verificar que a sua situação é das mais graves a nível mundial, contudo, olhemos para as previsões da Comissão Europeia, Eurostat e FMI para este ano e para os próximos:

Exportações (%PIB 2010): 96.8 (mais alto dos PIGS)
Crescimento factor produtividade total (% 2010): 0,9 (mais alto dos PIGS)
Crescimento médio anual PIB (2000-2009): 3,7 (mais alto dos PIGS)
Crescimento médio anual PIB previsto (2010-2015): 2,3 (mais alto dos PIGS e acima da média europeia)
A Irlanda continua com superavit na balança comercial, e está previsto manter-se assim.

Apesar das duras medidas de austeridade impostas pelo governo de Dublin nos orçamentos deste ano e do próximo, aplaudidas pelos mercados financeiros, UE e FMI, estas 3 instituições, querem mais, e nos últimos tempos, apontaram as baterias para um dos pilares do chamado "milagre do Tigre Celta": imposto sobre as empresas.
Com a pressão exercida sobre Dublin, para abrir as portas às ajudas da UE e FMI, encontram-se desde ontem os responsáveis de ambos em Dublin, para estudar a situação irlandesa.
Caso a Irlanda aceite a ajuda externa, o que é o mais certo, é bem provável que uma das imposições, seja o aumento do imposto sobre as empresas, se assim for, no decorrer dos anos, a Irlanda manter-se-á no fundo da tabela, como se encontrava antes do dito "milagre", sendo inclusive, ultrapassada por países como Portugal e Grécia.

Com a "ajuda" do FMI, vem o fim do "Tigre Celta"...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fundos de Investimentos Mobiliários (I)

Vou iniciar aqui uma rubrica destinada a mostrar a rentabilidade de alguns fundos existentes no mercado interno.
Espero com isto ajudar-vos a investir as poupanças e a conseguir a obter a maior rentabilidade das mesmas.
Vamos começar por explicar o que são estes fundos e quais os vários tipos de fundos de investimento Mobiliário existentes no mercado nacional.

O que são os Fundos de investimento Mobiliário?
Fundos de investimento Mobiliários são fundos que efectuam as aplicações fundamentalmente em valores mobiliários transaccionáveis, podem ser cotados ou não cotados.

De acordo com a tipologia definida pela APFIPP, existem as seguintes categoriais de Fundos de Investimento Mobiliário:

F. MERCADO MONETÁRIO – Fundos cuja carteira de investimentos é composta em, pelo menos, 85% por títulos mobiliários e depósitos bancários com prazo de vencimento residual inferior a 12 meses. Subdividem-se em :

- EURO – Todos os activos são denominados em Euro ou outra divisa com cobertura cambial e encontram-se cotados em Mercados da União Europeia;

- INTERNACIONAIS – Restantes Fundos do Mercado Monetário.

F. TESOURARIA – Fundos que investem em activos caracterizados por uma elevada liquidez. Devem ter em permanência entre 50% e 85% da carteira investida em valores mobiliários e depósitos bancários com prazo de vencimento residual inferior a 12 meses. Os depósitos bancários não podem exceder 50% da carteira e não podem ter acções. Subdividem-se em :

- EURO – Todos os activos são denominados em Euro ou outra divisa com cobertura cambial e encontram-se cotados em Mercados da União Europeia;

- INTERNACIONAIS – Restantes Fundos do Mercado Monetário.

F. OBRIGAÇÕES – Fundos que investem directa ou indirectamente pelo menos 2/3 da carteira em obrigações e outros activos representativos de dívida, sem componente accionista.

Subdividem-se em:
- TAXA INDEXADA EURO – Fundos que têm por objectivo investir, em média, um mínimo de 1/2 da carteira em obrigações de taxa indexada. Todos os activos estão denominados em Euro (ou têm cobertura cambial), e pelo menos 90% deles encontram-se cotados em Mercados da União Europeia;
- TAXA INDEXADA INTERNACIONAL – Restantes Fundos de Obrigações de Taxa Indexada;
- TAXA FIXA EURO – Fundos que investem pelo menos 1/2 da carteira em obrigações de taxa fixa. Todos os activos são emitidos em moeda Euro e pelo menos 90 % deles encontram-se cotados em Mercados da União Europeia;
- TAXA FIXA INTERNACIONAL – Restantes Fundos de Obrigações de Taxa Fixa;
- EURO – Restantes Fundos de obrigações cujos activos sejam denominados em Euro (ou tenham cobertura cambial) e onde 90% dos quais se encontram cotados em Mercados da União Europeia;
- INTERNACIONAIS – Restantes Fundos de Obrigações.

F. ACÇÕES – Fundos cujo objectivo consiste na aplicação de pelo menos 2/3 da carteira em acções, subdividem-se em:
- NACIONAIS – Fundos de Acções que investem exclusivamente em activos emitidos por entidades residentes no espaço nacional e denominados em Euro;
- UNIÃO EUROPEIA, SUÍÇA E NORUEGA – Fundos de acções cujos activos em carteira são totalmente emitidos por entidades da União Europeia, Suíça e Noruega e denominados em qualquer uma das moedas oficiais destes países;
- AMÉRICA DO NORTE – Fundos de acções que investem exclusivamente em activos emitidos por entidades da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Pelo menos 75% dos activos em carteira devem ser denominados em qualquer uma das moedas oficiais destes países;
- SECTORIAIS – Fundos de acções que investem num sector específico, previsto no respectivo Regulamento de Gestão;
- OUTROS FUNDOS DE ACÇÕES INTERNACIONAIS – Restantes Fundos de Acções.

F. MISTOS – Fundos de Investimento Mobiliário que investem em acções mas nos quais o peso destas não ultrapassa, em média, os 2/3 da carteira. Subdividem-se em:
- PREDOMINANTEMENTE OBRIGAÇÕES – Fundos Mistos em que a componente accionista é, em média, inferior a 1/3 da carteira;
- PREDOMINANTEMENTE ACÇÕES – Fundos Mistos em que a componente accionista é, em média, superior a 1/3 da carteira (e inferior a 2/3).

FUNDOS DE FUNDOS – Fundos cuja política de investimentos consiste em investir, no mínimo, 2/3 da carteira em unidades de participação/acções de outros fundos. Subdividem-se em:
- PREDOMINANTEMENTE OBRIGAÇÕES – Fundos de Fundos em que as unidades de participação de Fundos de Acções representam, em média, menos de 1/3 do valor investido em unidades de participação de outros Fundos;
- MISTOS - Fundos de Fundos em que as unidades de participação de Fundos de Acções representam, em média, entre 1/3 e 2/3 do valor investido em unidades de participação de outros Fundos;
- PREDOMINANTEMENTE ACÇÕES – Fundos de Fundos em que as unidades de participação de Fundos de Acções representam, em média, mais de 1/3 do valor investido em unidades de participação de outros Fundos.

FUNDOS COM CAPITAL GARANTIDO – Fundos com limitação de risco, uma vez que é garantido aos participantes no final do prazo pré-estabelecido pelo menos os montantes investidos inicialmente.

FUNDOS FLEXÍVEIS – Fundos que não assumem qualquer compromisso quanto à composição do património nos respectivos documentos constitutivos.

FUNDOS ÍNDICE– Fundos cuja política de investimentos consiste na reprodução integral ou parcial de determinado índice de valores mobiliários.

FUNDOS ESPECIAIS DE INVESTIMENTO – São Fundos não harmonizados ou seja, Fundos que não se constituam com observância das regras definidas no Título III do Regime Jurídico dos OIC aprovado pelo Decreto-Lei n.º 252/2003, de 17 de Outubro.

OUTROS FUNDOS – Fundos que não se enquadram nos critérios definidos pela APFIPP para as diversas categorias de classificação.

FUNDOS DIVERSOS – Fundos cuja carteira no final do mês não atingiu 1,25 milhões de Euro.

FUNDOS POUPANÇA ACÇÕES – Fundos que financiam Planos Poupança em Acções (PPA) de acordo com o Decreto-Lei n.º 204/95, de 5 de Agosto.

FUNDOS POUPANÇA REFORMA / EDUCAÇÃO – Fundos que financiam Planos Poupança Reforma / Educação (PPR/E), de acordo com o Decreto-Lei n.º 158/2002, de 2 de Julho. Inclui não apenas os Fundos PPR/E mas também os Fundos que adoptam apenas uma das vertentes previstas na lei: Fundode Poupança Reforma (PPR) e Fundo de Poupança Educação (PPE). Estes Fundos são subdivididos em categorias, de acordo com a exposição média ao segmento accionista nos 12 meses imediatamente anteriores:
- CATEGORIA A – Investimento médio em acções inferior a 5% da carteira;
- CATEGORIA B – Investimento médio em acções entre 5% e 15% da carteira;
- CATEGORIA C – Investimento médio em acções entre 15% e 35% da carteira;
- CATEGORIA D – Investimento médio em acções superior a 35% da carteira.

AGRUPAMENTO DE FUNDOS – Fundos constituídos por outros fundos. Caracterizam-se por uma elevada flexibilidade de transferência entre os fundos que os compõem. Cada fundo integrado neste tipo de fundos é classificado de acordo com os critérios e tipologias acima expostas.


(continua)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Vamos todos "viver" para a Google

Google aumenta salários em 10% e dá bónus para as férias

A Google vai brindar os funcionários com um aumento de 10% dos salários no início do próximo ano.
Segundo o Wall Street Jounal, o Presidente da Google, Eric Schmidt, deu a boa notícia aos 23 mil funcionários através de um e-mail.
Além do aumento salarial, os funcionários do motor de busca vão receber também um bónus de mil dólares para as férias, avança o 'site' Silicon Alley Insider.
"Apesar de não comentarmos assuntos internos, acreditamos que os planos de compensação de competitividade são importantes para o futuro da companhia", afirmou o porta-voz da Google, citado pela CNBC.
O motor de busca norte-americano obteve um lucro de 2,17 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, mais 32% do que em igual período de 2009. Este resultado superou o consenso do mercado.

Depois de todas estas más notícias que nos atingem diariamente, aparece por aqui uma benéfica que era bom que se espalhasse pelo resto do mundo.

O poder das Agencias de Rating



"As decisões das agências de "rating" não devem ser interpretadas à letra nem levadas às últimas consequências. É preciso que os mercados e os actores institucionais aprendam a guiar-se por outros meios e reduzam a sua exposição aos ditames destas empresas. A recomendação poderia ser do BES, mas é do Financial Stability Board (FSB).
Criado para coordenar o trabalho das autoridades financeiras nacionais e das instituições internacionais, com vista a promover uma regulação e supervisão efectivas, o FSB conta com mais de duas dezenas de membros, entre os quais BCE, FMI, OCDE, Banco Mundial e Banco Internacional de Pagamentos (BIS).

No final de Outubro, divulgou uma série de princípios com vista a combater o que considera ser a excessiva dependência e vulnerabilidade do sistema financeiro às agências de “rating” – um mercado dominado por três empresas norte-americanas, Standard&Poor’s, Moody’s e Fitch, que permanecem incontornáveis para os investidores internacionais, mesmo depois dos erros flagrantes de avaliação que exacerbaram a crise financeira de 2008.


Num documento divulgado a 27 de Outubro, a instituição liderada por Mário Draghi, governador do Banco de Itália, insiste ser "urgente" reduzir a dependência das decisões das agências de rating. Em particular, sublinha, é preciso alterar a regulamentação, nacional e internacional, que gera “respostas mecânicas dos participantes dos mercados” às mexidas nas notações, designadamente dos bancos que, abaixo de uma determinada classificação de risco deixam, por exemplo, de poder integrar consórcios internacionais.

Intitulado “Princípios para reduzir a dependência dos rating das agências de notação de risco”, o trabalho do FSB foi publicado com o objectivo de “catalisar alterações significativas nas práticas actuais, acabar com a dependência mecânica dos participantes do mercado e estabelecer, em alternativa, práticas internas mais robustas de avaliação de risco de crédito”.

As suas recomendações foram debatidas há duas semanas no G20 Finanças e fazem parte dos documentos que serão levados à cimeira do G20 de Seul, que começa nesta semana.

As avaliações das agências de rating têm estado sob fogo cerrado. Mas o corte, ontem, do "rating" dos bancos portugueses pela agência Fitch provocou uma reacção especialmente virulenta. O BES anunciou que terminou as relações comerciais com a agência norte-americana afirmando que "a decisão tem incorrecções do ponto de vista técnico". O BCP ainda não seguiu pelo mesmo caminho, mas assegura que não há factos que justifiquem a alteração na classificação de risco do banco."

A quantidade de pessoas que estao a rasca por causa dos rating...
Andamos nesta vida para pagar dividas ou para viver e ser felizes?
Como é possível as agências de rating terem mais poder que os próprios estados??

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Crise!!! Qual crise???

Funcionário da Câmara de Viseu suspeito de desviar milhares de euros

Um funcionário da Câmara Municipal de Viseu, com mais de 10 anos de serviço, é suspeito de ter falsificado documentos e desviado dezenas de milhares de euros dos cofres da autarquia. Dinheiro proveniente da passagem irregular de licenças municipais.
A alegada fraude foi detectada em Setembro, por responsáveis do Serviço de Atendimento Único, que encontraram irregularidades na emissão de uma certidão de destaque rectificativa, designadamente a falsificação de assinaturas e documentos anexos.
O funcionário em causa, que após ter sido confrontado pelos superiores como principal suspeito pela fraude detectada pediu a "imediata exoneração" de funções, terá fugido dias depois para Inglaterra.
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, anunciou, ontem, a abertura de uma sindicância que irá permitir ao município apurar "a real dimensão" da fraude e montantes envolvidos. "Pode ser mais ou menos do que 100 mil euros", disse o autarca, que espera que eventuais lesados compareçam no serviço para ajudar a deslindar o que poderá ser "a ponta do iceberg".
Antes de deixar a Câmara de Viseu - onde, segundo Fernando Ruas, era considerado "um funcionário exemplar e por isso muito estimado" -, o suspeito terá justificado os actos que lhe são imputados com a expressão: "Há horas do diabo".
O autarca viseense informou, ainda, ter avançado com a abertura de um processo disciplinar. E disse ter remetido o caso para o Ministério Público. Reconheceu, também, que o caso só foi rapidamente detectado devido ao cruzamento de dados do sistema informático instalado no município. Ruas conclui, apesar de já ter exonerado dois ou três funcionários em 20 anos de presidência da Câmara, que se trata de casos isolados.

Fonte: JN

Para este pessoal não há crise nenhuma, estes trafulhas que roubam e recebem luvas de todos os lados não têm ideia do que as pessoas com valores correctos têm de fazer para se conseguir sustentar.
Depois de roubar estas quantias ainda têm a cara de pau para pedir exonerações, que também se não forem concedidas pouco têm a temer da justiça portuguesa.
Basta olhar para os quadros suspensos da REN pelo processo face oculta que continuam a receber os salário chorudos como se não tivesse passado nada. O país está com dificuldades em muitos sectores infelizmente, mas enquanto não existir uma volta de 360º na justiça nada vai mudar panorama nacional.
Cumps

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Deduções do IRS



Este fim-de-semana trouxe uma boa nova para muitas famílias Portuguesas com o cancelamento do tecto das deduções de IRS. o JdN disponibiliza umas simulações que nos permitem analisar varias hipóteses. deixo o link para os mais interessados.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=451647

Vale a pena apostar?

"O Santander considera injustificada a violência das quedas das praças portuguesa e espanhola. Para o banco, as cotadas da região estão "extremamente subavaliadas".
As bolsas de Portugal e Espanha são das mais castigadas, desde o início do ano. Os receios dos investidores em torno da dívida pública, associados ao fraco clima económico da Península Ibérica explicam o desinvestimento.

"Os fracos fundamentais das economias de Espanha e de Portugal, em conjunto com os receios em torno do impacto negativo que as medidas de austeridade [adoptadas para reduzir os elevados níveis de endividamento] possam vir a ter na economia, criaram grande cepticismo entre os investidores dos mercados ibéricos", refere a equipa de "research" do Santander."

Será uma boa oportunidade de negocio?
Na minha opinião sim. Há empresas que estão cotadas bastante abaixo e que a curto/médio prazo irão valorizar bastante. Convém estar atento as empresas do sector da distribuição e da energia. E claro da Banca.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Off topic



Não podia deixar de postar este vídeo fantástico do Clube do meu coração!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E se o Orçamento for chumbado?

Conheçam os cenários difíceis para Portugal caso o Orçamento não passe no Parlamento.

Perante o impasse que se vive em relação à viabilização do Orçamento do Estado para 2010, multiplicam-se os cenários. Todos os que implicam o seu chumbo, fazem antever dificuldades acrescidas para que a situação seja desbloqueada. Com um Presidente com poderes congelados e um primeiro-ministro que ameaça demitir-se se não tiver Orçamento, são poucas as hipóteses viáveis para que a situação se resolva rapidamente.

1. OE é chumbado e Governo decide apresentar um novo
Se Sócrates não conseguir viabilizar este Orçamento, pode decidir manter-se no cargo, e trabalhar junto de Teixeira dos Santos e, eventualmente negociar mais uma vez com o PSD, para delinear um novo documento, com novas propostas que seja passível de aprovação. Mesmo sem negociações, a haver um novo Orçamento ele terá sempre que ser diferente do primeiro, uma vez que a Constituição não permite que um Orçamento rejeitado volte a ser apresentado.

2. Governo e PSD revêem as suas posições
Tal como disse ontem Francisco Assis, as portas da negociação têm que se manter abertas até ao dia do juízo final: 3 de Novembro, altura em que será votado na globalidade. Até lá, Governo e PSD podem diluir as divergências que os separam - os tais 0,25% do PIB - e encontrar uma solução conjunta que permita a viabilização. Se isso acontecer, o país terá Orçamento, os mercados ficarão mais calmos e o Governo afasta o cenário de crise política por uns tempos.

3. Orçamento é chumbado e Sócrates demite-se
Se o Orçamento for chumbado, Sócrates já disse que se demite. Aqui, deixa Cavaco perante várias hipóteses, nenhuma delas fácil de atingir. O primeiro passo do Presidente passará por convidar o PS a nomear um novo primeiro-ministro, uma vez que até Março é impossível dissolver a Assembleia. A rejeição deste cenário entre os socialistas é dada como certa. Pelo que restará a Cavaco promover o tal Governo de iniciativa presidencial, que o próprio tem rejeitado, ou convidar todos os partidos a formarem uma maioria estável (algo muito difícil de concertar).

4. OE é chumbado, mas Governo fica em gestão
Sem Orçamento, o país ficará em duodécimos. Mesmo assim, Sócrates não é obrigado a demitir-se, nem tão pouco a apresentar novo documento. O Presidente da República também não o poderá forçar, uma vez que até às presidenciais está com os poderes de dissolução congelados. Só o Parlamento poderá então votar uma moção de censura que, a ser aprovada, faz cair o Governo e abre a porta a eleições antecipadas, que o novo Presidente só pode marcar depois de tomar posse (6 de Março). Qualquer destes cenários deixa o Governo em gestão.

5. Parlamento aprova revisão constitucional para permitir eleições imediatas
É o cenário mais remoto de todos. O PSD já deixou a proposta para que seja feita rapidamente uma emenda constitucional que permita ao Presidente da República convocar eleições no período que antecede o fim do seu mandato. Mas teria que ser feita em poucas semanas, para que Cavaco ainda possa convocá-las antes de ir a votos, no dia 23 de Janeiro. De qualquer forma, o PS tem rejeitado peremptoriamente esta hipótese e, é sabido que sem 2/3 dos votos no Parlamento, nenhuma alteração constitucional pode ser feita .
Fonte: Diário Económico

Esqueceram-se da opcão 6 que se torna cada vez mais provável: a entrada do FMI em Portugal.
Vamos ver o que nos reservam os próximos tempos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E tudo começou com...


Na minha opinião este foi o momento de viragem na economia mundial e talvez o grande responsável pela crise que a Europa atravessa! Na imagem abaixo esta retratada bem o poder que os produtos chineses tem no comércio mundial.
Como foi possivel que a OMC ou WTO ter aceite a entrada de um País que não respeita os Direitos Humanos?
Como é possivel competir com um País em que grande parte da população trabalha mais de 12h por dia e recebe menos de $ 1USD por dia? Não será isto concorrência desleal?
A nós Europa só nos resta uma alternativa apostar na diversificação e na qualidade. Mas até quando?
Como competir com o País mais populoso do Mundo?
Deixar de comprar produtos Made in China?


É urgente tomar medidas a nível mundial!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para quem se interessa pela bolsa!

Destaque para o BCP que muito em breve pode subir graças ao (possível) aumento da participação da Sonangol no capital.
Nas próximas semanas vão ser apresentados os resultados trimestrais de muitas empresas que compõem o PSI20. Portanto é uma boa altura para investir.
Também vão ser emitidas obrigações do tesouro.

No Topo, ou talvez não!!!

Portugal foi o terceiro país que menos cresceu na última década

"Foi uma década perdida para Portugal. O nosso país foi o terceiro que menos cresceu nos últimos dez anos, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Na lista dos 180 países analisados, o desempenho da economia portuguesa ocupa o terceiro lugar mas a contar do fim. Pior só a Itália e o Haiti. Há dez anos a economia portuguesa estava no 35º lugar, actualmente está no 38º posto.
No relatório do FMI, a culpa é do descontrolo da despesa pública e da falta de uma política fiscal sólida. «Com um Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 160 mil milhões de euros, Portugal caiu três posições na lista das maiores economias do mundo».
Os EUA continuam a ser os mais «abastados». Depois segue-se a China, o Japão, a França e a Alemanha, sem esquecer o Brasil que também está no top 10 dos mais ricos do mundo."

Aí estão os reflexos das nossas escolhas, dos nossos erros e da inércia a nível de decisões.

domingo, 24 de outubro de 2010

Estado de Sítio:

Aqui vemos a indecisão  que reina nos nossos políticos, isto normalmente

paga-se, e neste período em que vivemos paga-se muito caro.

sábado, 23 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dois em cada três portugueses não sabem o que é o spread

Segundo um estudo do Banco de Portugal, 61% dos Portugueses não sabe o que é o Spread. Imagina-se a quantidade de pessoas que são enganadas pelos Bancos...
Bem dizia o Professor Rogério Matias que a literacia financeira devia começar desde cedo.

O elogio de Al Gore


"O ex-vice presidente dos EUA, Al Gore, esteve esta manhã, em Portugal, a falar de sustentabilidade, onde elogiou o papel "de liderança" que o País está a assumir na mudança de mentalidade no que concerne ao ambiente.

“Portugal está a fazer um trabalho fantástico nas renováveis. Elogio sempre os esforços portugueses nas energias solar e eólicas nas minhas conferências por todo o mundo”, disse Al Gore, na sua apresentação durante o SAP Business Fórum que está a decorrer hoje no Centro de Congressos do Estoril.
O ex-vice-presidente dos EUA foi critico quanto à tomada de posição do seu país e foi bastante elogioso para Portugal. Al Gore sublinhou o facto de Portugal ser “pioneiro em muitos projectos ligados à sustentabilidade”.

Conhecido pela sua defesa pelo meio ambiente, Al Gore reforçou a necessidade da tomada de consciência e respectiva mudança, começando especificamente pelos EUA, sendo uma das maiores economias do mundo.

“A crise traz desafios, mas também traz muitas oportunidades. E a vontade política também é um recurso renovável”, disse Al Gore.

O ex-governante norte-americano falou durante quase uma hora numa plateia cheia de gestores e colaboradores de empresas ligadas às tecnologias de informação, a convite da alemã SAP."

Uma boa noticia no meio de tanto cinzentismo!

Casino Europeu

Uma bela explicação sobre a crise na Europa e o comportamento dos estados!



Assim toda a gente percebe para onde foi o nosso dinheiro que falta agora!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Só a Venezuela e a Grécia são piores do que nós"

"Entre 2010 e 2015, o PIB português deverá crescer apenas 0,9% ao ano, segundo as previsões do FMI. Números que ainda não têm em consideração os efeitos do último pacote de austeridade mas que colocam já Portugal com o terceiro ritmo de crescimento mais baixo do mundo neste período. Num conjunto de 183 países analisados, apenas consegue ultrapassar a Grécia (0,2%) e a Venezuela (0,7%). Um cenário que só vem complicar as contas do Governo, que pretende reduzir o défice para menos de 3% até 2013. O FMI avisa mesmo que Portugal é uma das dez economias avançadas que necessitarão de fazer um maior esforço de consolidação orçamental."

Foi este o título de primeira página do caderno de Economia do jornal Expresso do passado dia 16 de Outubro.
O FMI é uma instituição que eu desprezo, devido aos inúmeros erros que cometem quando tentam "ajudar" algum país com dificuldades financeiras. Mas esta minha opinião, ficará para mais tarde, o importante agora é este título.
Estes dados, apesar de vindos do FMI, deixam qualquer um de boca aberta, contudo não é nada de novo, já que desde 2000, o nosso PIB tem um crescimento médio anual de 0,91% (a 9ª mais baixa), se assim é, a crise não nos atingiu em 2008/2009, atingiu-nos muito antes disso (lembram-se quem estava no Governo?).
Das 10 economias mais lentas, entre 2010-2015, encontram-se, além de Grécia e Portugal, também Itália e Espanha, e nessas 10, a sétima mais baixa, encontra-se o Kiribati, que honestamente nunca ouvi falar, mas trata-se de um país da Micronésia e Polinésia, que compreende vários grupos de ilhas.
Conforme noticiado acima, estes dados não consideram os efeitos do plano de austeridade, ou seja, teremos de contar com um crescimento do PIB de 0%, ou mesmo inferior, como aliás já está previsto.
Este plano reduz o poder de compra e aumenta a taxa de desemprego, o que por sua vez vai diminuir o consumo interno, prejudicando assim o crescimento do PIB. Vai também ser ainda mais difícil para as famílias endividadas pagarem as suas prestações mensais aos bancos, e se os bancos não recuperam os seus fundos, terão que ir pedir mais empréstimos ao BCE, mas essa torneia também se vai fechar.
O aumento do IVA, e o facto dos turistas que trazem a sua viatura, terem de dar 77€ pelo identificador, vai reduzir o fluxo anual de turistas, prejudicando uma das principais fontes de receita do nosso País.

Nem vale a pena continuar a evidenciar este pesadelo económico-financeiro-social, pesadelo este que iremos pagar durante muitos, e muitos anos.