quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O poder das Agencias de Rating



"As decisões das agências de "rating" não devem ser interpretadas à letra nem levadas às últimas consequências. É preciso que os mercados e os actores institucionais aprendam a guiar-se por outros meios e reduzam a sua exposição aos ditames destas empresas. A recomendação poderia ser do BES, mas é do Financial Stability Board (FSB).
Criado para coordenar o trabalho das autoridades financeiras nacionais e das instituições internacionais, com vista a promover uma regulação e supervisão efectivas, o FSB conta com mais de duas dezenas de membros, entre os quais BCE, FMI, OCDE, Banco Mundial e Banco Internacional de Pagamentos (BIS).

No final de Outubro, divulgou uma série de princípios com vista a combater o que considera ser a excessiva dependência e vulnerabilidade do sistema financeiro às agências de “rating” – um mercado dominado por três empresas norte-americanas, Standard&Poor’s, Moody’s e Fitch, que permanecem incontornáveis para os investidores internacionais, mesmo depois dos erros flagrantes de avaliação que exacerbaram a crise financeira de 2008.


Num documento divulgado a 27 de Outubro, a instituição liderada por Mário Draghi, governador do Banco de Itália, insiste ser "urgente" reduzir a dependência das decisões das agências de rating. Em particular, sublinha, é preciso alterar a regulamentação, nacional e internacional, que gera “respostas mecânicas dos participantes dos mercados” às mexidas nas notações, designadamente dos bancos que, abaixo de uma determinada classificação de risco deixam, por exemplo, de poder integrar consórcios internacionais.

Intitulado “Princípios para reduzir a dependência dos rating das agências de notação de risco”, o trabalho do FSB foi publicado com o objectivo de “catalisar alterações significativas nas práticas actuais, acabar com a dependência mecânica dos participantes do mercado e estabelecer, em alternativa, práticas internas mais robustas de avaliação de risco de crédito”.

As suas recomendações foram debatidas há duas semanas no G20 Finanças e fazem parte dos documentos que serão levados à cimeira do G20 de Seul, que começa nesta semana.

As avaliações das agências de rating têm estado sob fogo cerrado. Mas o corte, ontem, do "rating" dos bancos portugueses pela agência Fitch provocou uma reacção especialmente virulenta. O BES anunciou que terminou as relações comerciais com a agência norte-americana afirmando que "a decisão tem incorrecções do ponto de vista técnico". O BCP ainda não seguiu pelo mesmo caminho, mas assegura que não há factos que justifiquem a alteração na classificação de risco do banco."

A quantidade de pessoas que estao a rasca por causa dos rating...
Andamos nesta vida para pagar dividas ou para viver e ser felizes?
Como é possível as agências de rating terem mais poder que os próprios estados??

Sem comentários:

Enviar um comentário