quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ferreira de Oliveira - O gestor que transformou a Galp numa marca internacional

"Ferreira de Oliveira conquistou o sexto lugar “ex aequo” do prémio CEO em Destaque.

Quando Manuel Ferreira de Oliveira ocupou a cadeira de presidente executivo (CEO) da Galp, em 2006, estava longe de imaginar as atribulações accionistas em que a empresa se haveria de envolver. Um impasse gerado por uma aparente falta de consenso que a sua sucessão tem tido junto dos accionistas de referência da petrolífera portuguesa [Eni, Sonangol/Isabel dos Santos e Américo Amorim]. E, dado o perfil reservado do executivo, decerto que esta situação confusa desagradará ao gestor, indicado como sendo próximo de Amorim.


Aparte destes episódios à volta da liderança, a Galp é hoje uma empresa respeitada a nível internacional, por analistas e investidores. E o seu líder, que na semana passada ganhou mais um prémio - foi considerado o melhor CEO do sector de petróleo e gás da Europa -, é visto como um executivo de excelência. Um prémio a que não é alheia a forte valorização da Galp, bem como o forte conhecimento que o gestor tem do sector e que fazem dos seus ‘road shows' internacionais verdadeiros casos de sucesso.

Passagem pelas cervejas
Com uma carreira sempre ligada ao mundo da energia, em especial do petróleo, Ferreira de Oliveira só fez um pequeno intervalo quando, em 2000, aceitou presidir à cervejeira Unicer - um cargo que manteve até 2006.

A sua paixão pelo petróleo, contudo, falou mais alto. Por isso, conseguiu convencer os accionistas da Unicer (Arsopi, Violas e BPI) a entrarem na corrida à Galp. Só que o processo não teve o final pretendido e Ferreira de Oliveira - que nunca escondeu que "aquela era a sua cadeira de sonho" - aceitou o convite de Amorim para suceder a Marques Gonçalves na liderança da petrolífera. Um processo que acabaria por lhe criar algumas inimizades. "Nos accionistas da Unicer há quem não lhe consiga perdoar o facto de ele ter mudado de lado", revela quem acompanhou o processo de perto.

Natural de Oliveira de Azeméis e pai de dois filhos, Manuel Ferreira de Oliveira não gosta muito das luzes da ribalta. Quem convive de perto com o gestor garante que "é muito pedagógico, parece um professor catedrático que nos está sempre a ensinar". E, acrescentam as mesmas fontes, "é muito afectuoso e meigo, ainda que muito formal" - uma formalidade que cai por terra quando fala da neta, a "menina dos seus olhos". Os seus colaboradores mais próximos destacam-lhe a "seriedade com que se envolve nos projectos, e o gosto que tem por projectos de longo prazo".

O gestor da iberização
Habituado a trabalhar no estrangeiro, Ferreira de Oliveira criou na Galp uma dimensão internacional. Fontes próximas ao CEO dizem mesmo que "é a empresa portuguesa que mais valor/negócio tem fora de Portugal". E realçam ainda a expansão da petrolífera para o mercado vizinho, onde iniciou "o processo de iberização da Galp, com uma das maiores aquisições em Espanha realizada por uma empresa portuguesa: a compra das redes da Exxon e da Agip". A estas há ainda a juntar, a aquisição da Gas Natural, o que fez da Galp o segundo maior operador ibérico de gás natural.

Um projecto que também é imputado à gestão de Ferreira de Oliveira é a forte aposta da petrolífera em ‘upstream'. Para além dos projectos de Angola e Brasil, a empresa apostou em mais projectos como Moçambique, Timor e Portugal. Mas, mesmo neste ponto Ferreira de Oliveira não se livra da polémica. Bandeira Vieira, ex-presidente da Galp, diz-se o "pai" do pré-sal na Bahia de Santos.

Considerado um dos maiores peritos do sector em Portugal - título a que não é alheia a sua passagem na PDV-Petróleos da Venezuela e na BP -, o gestor tem pela frente um forte desafio: suportar os fortes investimentos da Galp no Brasil. Mas como "quem corre por gosto não cansa", Ferreira de Oliveira continua indiferente às polémicas e a desempenhar o seu papel. Uma responsabilidade que o fez mesmo afirmar, há uns meses, que está disponível para ficar à frente da empresa.

Uma carreira dedicada ao petróleo

Presidente da Galp desde Abril de 2006, Ferreira de Oliveira tem uma vida inteira dedicada ao petróleo. Licenciado em engenharia electrónica pela Faculdade de Engenharia do Porto e doutorado em sistemas de energia pela Universidade de Manchester, teve ainda uma passagem pela empresa Petróleos de Venezuela e e pela BP."

in Diário Económico Online 24/07/11 15:22

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Onde é que eu devo aplicar o meu dinheiro?

Onde é que eu devo aplicar o meu dinheiro?
Toda a gente já fez a si próprio esta pergunta.
A resposta mais correcta e que permite iniciar uma conversa séria é:
-Depende.
A depende de muita coisa.
De tudo o que tenho lido, antes de colocar em prática um plano de investimento, o investidor deve pensar em que estádio da sua vida se encontra, e deve fazer a si próprio várias perguntas do estilo:
-Que idade tenho?
-Estou empregado/desempregado?
-Tenho outras pessoas a meu cargo?
-Tenho empréstimos para pagar?
-Tenho muitas/poucas despesas fixas?
.........
De seguida, fazer contas e inventariar duas coisas:

1-As despesas médias mensais típicas.
2-Toda a riqueza financeira, sob todas as formas: depósitos , cetificados de aforro, PPR's, acções, etc...

Subtrair ao valor calculado em 2), um valor suficiente para 6 meses de despesas correntes al como calculado em 1), e mantê-lo à ordem.
Do valor restante, dividir esse valor entre dois blocos: dinheiro para investir (tipo 85% ), e para trading (tipo 15 %).

Os 85% destinados ao investimento podem ser subdivididos em vários subgrupos, consoante os objectivos, horizonte temporal, prioridade, e valores quantitativos:
Só como exemplo:
-Planear reforma (horizonte a 30 anos)
-Comprar casa (horizonte a 5 anos)
-Trocar de carro (horizonte a 3 anos)
-Fazer uma grande viagem (horizonte a 1 ano)

Depois deve-se estabecer um plano; e isso implica decidir quanto aplicar em cada prazo, consoante a ambição pessoal, o objectivo, a prioridade.
Depois vem a parte final , que é como aplicar os valores:
e isso depende do perfil de risco e da capacidade de assumir perdas de cada investidor.
Em aplicações com prazos de investimento mais dilatados, é razoável assumir mais riscos, aos invés de aplicações a prazos reduzidos onde o risco deve ser menor, sob pena de chegada a altura de "levantar" o dinheiro para cumprir o objectivo ao qual demos prioridade Alta, o valor que antecipá-mos não estar lá.
Assumir mais risco significa suportar mais volatilidade, tendo em vista obter uma maior rendibilidade futura.
Nota: Normalmente os investidores quando fazem o seu plano, dizem-se capazes de tolerar riscos que depois na prática não são capazes de assumir, acabando por liquidar o investimento na pior altura.
Depois há que fazer a alocação por diversas classes de activos (preferencialmente através de fundos de investimento), de modo a diminuir o risco gobal da aplicação:

A__ % para Acções
B__ % para Obrigações
C__ % para Imobiliário
D__% para Outros investimentos

Podemos a seguir ir mais longe na desagregação e subdividir A em

A1-Acções portuguesas
A2- Acções europeias
A3-Acções americanas
A4- Acções de países emergentes

subdividir B em

B1-Obrigações do Estado Euro
B2-Obrigações de Empresas Euro
B3-Obrigações High Yield Euro
B4- Obrigações protegidas da inflação

subdividir C em

C1-Fundo Real Estate Global
C2-Fundo Real Estate Europa

Outros investimentos:

D-Ouro
E-Marcadorias
F-Hedge funds

sábado, 25 de junho de 2011

29 WAYS TO STAY CREATIVE


01. MAKE LISTS
02. CARRY A NOTEBOOK EVERYWHERE
03. TRY FREE WRITING
04. GET AWAY FROM THE COMPUTER
05. QUIT BEATING YOURSELF UP
06. TAKE BREAKS
07. SING IN THE SHOWER
08. DRINK COFFEE
09. LISTEN TO NEW MUSIC
10. BE OPEN
11. SURROUND YOURSELF WITH CREATIVE PEOPLE
12. GET FEEDBACK
13. COLLABORATE
14. DON'T GIVE UP
15. PRACTICE, PRACTICE, PRACTICE
16. ALLOW YOURSELF TO MAKE MISTAKES
17. GO SOMEWHERE NEW
18. COUNT YOUR BLESSINGS
19. GET LOTS OF THE REST
20. TAKE RISKS
---------------------------------
21. BREAK THE RULES
---------------------------------
22. DON'T FORCE IT
23. READ A PAGE OF THE DICTIONARY
24. CREATE A FRAMEWORK
25. STOP TRYING TO BE SOMEONE ELSE'S PERFECT
26. GOT AN IDEA ? WRITE IT DOWN
27. CLEAN YOUR WORKSPACE
28. HAVE FUN
29. FINISH SOMETHING

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Desafios de recrutamento num cenário de instabilidade

Mais do que a uma crise financeira, Portugal assiste a uma crise económica cujas repercussões afectam todos os sectores da sociedade. Uma das suas consequências directas e mais negativas é o aumento da taxa de desemprego em todos os ramos da economia e para todos os níveis de qualificação académica e profissional. A este reflexo imediato da crise actual associa-se ainda uma redução na predisposição para a mudança seja para uma nova empresa, função ou segmento por parte dos colaboradores, o que é natural num momento de contracção económica. Ambos os factores colocam desafios à área de Recrutamento, que se assume como o pilar na procura de uma nova oportunidade profissional e no matching entre candidato e organização. Vivemos neste momento uma situação que se pode considerar paradoxal em momentos de desemprego elevado, como por exemplo a existência de oportunidades para as quais não existem candidatos disponíveis no mercado. Este desfasamento entre a procura e a oferta só pode ser ultrapassado pelo trabalho conjunto entre o Consultor e o cliente, num recrutamento mais assertivo que chegue efectivamente aos candidatos. Se pensarmos no processo de recrutamento e selecção de forma simples – cujo objectivo se traduz no preenchimento de uma posição vaga – basta identificar um conjunto de candidatos que reúnam as condições necessárias para ingressar na empresa e efectuar a selecção, o que à partida não representa dificuldades de maior em momento de expansão económica. Apesar disso, como já referimos anteriormente, o mercado de Recrutamento tem vindo a assistir a constantes alterações motivadas pela conjuntura económica, cujas consequências se traduzem em diversos factores, entre os quais a mudança de postura dos candidatos na procura de emprego. Assistimos simultaneamente a uma comunidade gestionária que pretende uma gestão sustentável e competitiva, e que espera dos seus colaboradores permeabilidade e flexibilidade face às constantes mutações actuais. São estas e outras situações que têm levado os candidatos a alterarem progressivamente a sua postura face à procura de novas oportunidades de trabalho e a sua receptividade a novos projectos profissionais. Na generalidade, as razões que levam um profissional a aceitar uma nova proposta prendem-se com três vectores essenciais – motivacionais, remuneratórios e emocionais – sendo que, neste momento, as questões emocionais são as que mais pendem na decisão. Deparamo-nos com a incerteza e receio em arriscar, expectativas remuneratórias descontextualizadas do mercado, dificuldades de desvinculação e aversão ao risco. Outros fenómenos que se têm vindo a acentuar são as candidaturas que visam em primeira instância analisar o potencial do candidato no mercado – o que retira eficiência ao processo de recrutamento – e ainda as candidaturas simultâneas para diferentes posições – o que denota alguma indefinição na gestão de carreira do candidato. Assiste-se também a um cenário de mudança por parte do cliente, no sentido de conseguir atrair os melhores profissionais para a sua organização e, mais importante ainda, conseguir reter e motivar os mesmos. Tradicionalmente, um fenómeno de mudança consistia num aumento considerável do salário fixo do candidato, razão que, associada à motivação de mudança, se revelava quase suficiente para aceitar uma proposta. Actualmente, as organizações optam por compatibilizar um pacote salarial que engloba salário base, prémios variáveis e benefícios que tornem atractiva a mudança, que aumentem a performance das suas equipas e que permitam à organização ser mais flexível, face à flutuabilidade do mercado. Apesar destes conceitos e estratégias fazerem já parte de um manual de gestão coerente das organizações, só recentemente observamos a sua aplicação como forma de reagir à instabilidade envolvente. Faz sentido que cada vez mais se olhe para os eventuais insucessos como processos de aprendizagem e que as fronteiras das empresas sejam mais receptivas. Os aspectos referidos lançam novos desafios ao recrutamento, uma vez que se exige aos Consultores um maior sentido crítico – mercado versus funções – para que possam tranquilizar, aconselhar e indicar o caminho mais adequado para cada profissional, seja num processo que se encontre a decorrer, seja na definição do plano para procura de emprego. Da mesma forma, cabe ao Consultor espelhar a realidade de profissionais que se adequam à organização em causa, fornecendo todas as informações de mercado ao cliente para que estes adeqúem os processos aos profissionais que desejam recrutar.

Liliana Gomes, Consultant Recruiting Experts in Sales & Marketing

Hipersuper

http://www.hipersuper.pt

terça-feira, 26 de abril de 2011

É mais eficiente manter-se a recibos verdes ou criar uma sociedade?

Na rubrica sobre empreendedorismo, Pedro Santos, administrador OneBiz, responde às questões "É mais eficiente manter recibos verdes ou criar uma sociedade, quer seja por quotas ou unipessoal?" e "A partir de que montante de remuneração mensal a recibos verdes se torna vantajoso criar uma empresa?".



Programa: A Cor do Dinheiro
http://acordodinheiro.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Empreendedorismo - Defenda-se das armadilhas do negócio

Está a pensar criar uma empresa? Prepare-se para atravessar o cabo das tormentas. Se quer que o seu negócio vingue, tem de por as mãos na massa, inclusive limpar o pó da sua secretária.

http://m.sapo.pt//news/?topic=finance&guid=ec23a3b8abc37d11486135264a461c73

Ora aqui está um artigo muito importante para quem quer montar um negócio e anda a viajar pelo mundo encantado das ideias e se esquece de todo o resto.
Sigam os conselhos dados e não cometam os erros mais comuns.

Se estiverem já com a ideia bem definida e falta o plano de negócios, aconselho a dar uma vista de olhos no site do IAPMEI no qual contém modelos gerais e uma folha de cálculo para o efeito recomendada pela revista Exame.

http://www.iapmei.pt/iapmei-art-01.php?temaid=17

http://www.iapmei.pt/iapmei-art-02.php?id=162&temaid=17

Façam uma boa utilização destas ferramentas e estão no bom caminho.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Seu Dinheiro - Programa Semanal a seguir com atenção

Vejam com atenção como investir nos Certificados do Tesouro que vale a pena investir agora.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Moody's corta rating da EDP, REN e ANA

"A Moody's, agência de notação financeira, baixou o rating da EDP, REN e ANA dois dias depois de ter revisto em baixa a classificação da República Portuguesa.

Num comunicado enviado ao regulador do mercado, a EDP anuncia a revisão em baixa do rating de A3 para Baa1, com outlook estável, salientando que segue "a revisão em baixa da notação de rating da República Portuguesa para "A3" com outlook negativo de A1 (com revisão para possível baixa do rating)".

A EDP acrescenta que a revisão reflecte a decisão da Moody's em avaliar a empresa com base na sua qualidade de crédito individual, retirando-lhe o benefício de um nível que o rating da EDP incorporava e que reflectia a possibilidade de um apoio extraordinário da República Portuguesa.

O site da Moody's informa que a revisão em baixa do rating da ANA (empresa que gere os aeroportos portugueses) de A2 para A3, com Outlook estável, reflecte também a exposição da empresa aos mercados domésticos e um perfil de liquidez modesto que está dependente do acesso ao financiamento bancário, entre outros factores.

A descida do rating da REN (empresa que gere a rede eléctrica), que baixou de A3 para Baa1 e tem um outlook negativo está relacionado com os factores anteriormente apontados, mas também com a possibilidade do Estado português reduzir a sua participação na eléctrica nacional avançando com mais privatizações. Oje/Lusa"


Mais uma vez as agências de Rating americanas cortam níveis às maiores empresas portuguesas, devido à sua ligação estatal. Mas até quando vai isto durar!?!?!
Já há muito que se endureceram as críticas por parte dos europeus às agências americanas uma vez que a independência destas não está garantida nem é transparente perante os avaliados.
Quem viu os CDS (Credit Default Swaps) dos bancos americanos a ser avaliados com nota máxima quando eram tão tóxicos que provocaram uma crise mundial, não percebe agora a subavaliação por parte das mesmas agências a países e empresas europeias que apesar de andarem no limbo, ainda são mais prejudicadas pela falta de confiança trazida pelas avaliações americanas. Poderá por isso ser importante a criação de uma agência de Rating europeia mais independente dos interesses dos E.U.A..

Aconselho a verem o filme "Inside Job" (http://www.imdb.com/title/tt1645089/), que apesar de mostrar uma posição mais extrema, ilustra bem o que realmente move as agências de Rating.
Vejam também esta notícia relacionada com a perspectiva europeia acerca deste assunto.
(http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1128&did=146801)

Milão foi montra para calçado luso alérgico à crise

"Com uma situação cada vez mais confortável na conquista de mercados internacionais, principalmente na fórmula de negócio "private label", as empresas de calçado portuguesas apostam na criação de marcas próprias e, neste sistema, na implementação de subcategorias de produtos.

Na última edição da Micam, em Milão, a fileira mostrou porque não teme a crise e prevê o aumento das exportações durante 2011.

"Há cerca de 10 anos, quando os clientes estrangeiros percebiam que éramos portugueses, nomeadamente quando viam as facturas, pura e simplesmente rasgavam-nas e não respeitavam qualquer tipo de negócio", conta Miguel Vieira. O estilista dá conta que o cenário mudou e, "a reboque de muito trabalho e empenho", é agora uma clara mais-valia que os produtos digam "Made in Portugal".
A este criador nortenho surgiram já "vários convites de grandes marcas internacionais" para ingressar novos projectos, mas o mesmo recusa abandonar a sua chancela, alegando que "é um projecto de vida que está em permanente concretização". Em contrapartida, a estratégia do empresário passa por alargar a gama de produtos com a sua assinatura.
Fruto da interacção com os clientes, Miguel Vieira deixou de se focar apenas nos sapatos para se dedicar à roupa, jóias, móveis e acessórios. Em média, o estilista marca presença em 30 feitas internacionais por ano com 15 produtos-âncora.
O criador prepara-se agora para apostar em países como Brasil, Rússia e Índia porque "são mercados que gostam muito de marcas, têm dinheiro para gastar, frequentam desfiles e, sobretudo, olham para Portugal como um país criador de moda", argumenta.

Conforto no "private label" dá margem a lançar marcas próprias

Presente no mercado há 70 anos, a empresa Centenário tem, de modo fiel, e em regime de "private label", um cliente holandês que lhe assegura grande parte da produção, a par de outros em diferentes pontos do globo.
Mas esta empresa familiar de Oliveira de Azeméis lançou-se, há cerca de dois anos e com a sua marca própria - cuja designação é precisamente "Centenário" -, no fabrico de sapatos em couro para golfe. Nesta altura, a firma, que é conhecida por fabricar sapatos que podem custar, nas lojas, mais de 4000 euros por serem compostos por materiais exóticos e diferentes, encontra-se a fazer "manobras de charme em clubes da modalidade não só em Portugal como noutros países onde o mesmo tem praticantes", explica Rodrigo Ferreira, administrador da empresa.
Estas são apenas duas das 97 marcas portuguesas de calçado que, espalhadas pelos dez pavilhões do certame, marcaram presença na última edição da Micam, em Milão. Ao todo, foram mais de 1600 expositores, de aproximadamente 50 países, que foram visitados por cerca de 40 mil profissionais. Portugal marcou especialmente pontos nesta edição por ter sido a segunda maior delegação estrangeira no evento, tendo sido apenas superado pela Espanha.
"Estamos muito satisfeitos porque na última feira tivemos 90 marcas representadas e neste tivemos 97, o que representa um crescimento de quase 10% e mostra que é este o caminho a percorrer agora e no futuro", aponta Fortunato Frederico, presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes de Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS).
Em causa está o organismo representativo do sector que, em parceria com o AICEP e apoio do Compete, um programa do QREN, apoiaram as empresas nacionais a marcarem presença nesta que é a mais importante e prestigiada feira de calçado do Mundo.

Crise não amedronta empresários do sector

"Pensamos que em 2011 vamos continuar a crescer. O sector está a passar à margem da crise porque está muito internacionalizado e, um pouco em cada mercado, consegue ter uma dimensão de negócio considerável", explica. Segundo Fortunato Frederico, "a estratégia passa por vender para muitos mercados e crescer um pouco em cada um deles, especialmente nos mercados tradicionais da Europa, América e países de Leste", concretiza.
Recorde-se que, em 2010, as exportações de calçado tinham aumentado 5,2%, para 1296 milhões de euros. E de acordo com o Boletim de Conjuntura da APICCAPS, "as encomendas, em 2011, continuaram a evoluir favoravelmente" e, apesar das perspectivas macroeconómicas pouco favoráveis, as empresas lusas de calçado "esperam reforçar a actividade, com o consequente impacto positivo no emprego".

2011-03-18 10:33
Marta Araújo, Vida Económica ."

É bom verificar que existem forças para combater a crise. Tomara que todos os sectores fossem exemplares como este e que tivessem uma associação que realmente acompanhasse a conjuntura nacional e internacional como a APICAPS faz com o calçado.

1000 Presenças

Vejo com agrado que este blog já ultrapassou as 1000 visitas, espero que a partir daqui o crescimento seja ainda maior e conto com a colaboração de todos para isso acontecer.

Cumprimentos

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O mito japonês by Daniel Gros

"A primeira década deste século começou com a bolha da Internet (ponto-com).
Quando rebentou, os bancos centrais movimentaram-se de uma forma agressiva para flexibilizar a política monetária, de forma a prevenir um prolongado período com crescimento lento ao estilo japonês. Mas o longo intervalo de tempo com baixas taxas de juro que se seguiu à recessão de 2001 contribuiu, contudo, para a emergência de uma outra bolha, neste caso no sector imobiliário e no crédito.

Com o colapso da segunda bolha em apenas uma década, os bancos centrais actuaram, outra vez, de uma forma rápida, reduzindo as taxas até zero (ou para perto disso) em quase todo o lado. Recentemente, a Reserva Federal norte-americana lançou até um conjunto de medidas de flexibilização quantitativa, sem qualquer precedente, que pretendiam acelerar a recuperação. Novamente, o principal argumento foi o de evitar a “década perdida” do Japão.

As decisões políticas são muitas vezes dominadas pelas lições aprendidas na história económica. Mas essas lições sobre o exemplo japonês são, em grande parte, um mito. A base para a assustadora história do Japão é a de que o PIB do país tem crescido na última década a uma taxa anual média de apenas 0,6%, comparada com os 1,7% marcados pelos EUA. A diferença é, de facto, muito mais pequena do que se pode supor, mas à primeira vista um crescimento de 0,6% justifica a qualificação de “década perdida”.

Segundo esta medida, poder-se-ia argumentar que uma boa parte da Europa também “perdeu” a última década, dado que a Alemanha regista as mesmas taxas de crescimento do Japão (0,6%) e a Itália ainda marca piores números (0,2%). Apenas a França e a Espanha evidenciam um comportamento um pouco melhor.

Mas este cenário de estagnação em muitos países é enganador, porque deixa de fora um importante factor, nomeadamente, a demografia.

Como se devem comparar os valores de crescimento entre um grupo de países semelhantes e desenvolvidos? A melhor medida não é o PIB global, mas sim a evolução do rendimento por cada habitante pertencente à população activa (e não per capita, ou seja, não por toda a população do país). Este último elemento é importante porque apenas a população activa representa o potencial produtivo para a economia. Se dois países atingem a mesma taxa em rendimento da população activa, deve-se concluir que ambos têm sido igualmente eficientes na utilização do seu potencial, mesmo se o crescimento do PIB global for diferente.

Quando se observa o PIB por população activa (definido como os habitantes entre os 20 e os 60 anos), obtém-se um resultado surpreendente: o Japão tem, na realidade, um melhor comportamento do que os EUA e que muitos países da Europa na última década. A razão é simples: as taxas de crescimento do PIB global têm sido bastante baixas, mas o crescimento foi alcançado, apesar da acelerada diminuição da população em idade laboral.

A diferença entre o Japão e os EUA é visível nesta comparação: em relação ao crescimento do PIB global, ela fica-se por um ponto percentual, sendo maior no que diz respeito às taxas de crescimento por população activa – mais do que 1,5 pontos percentuais, dado que a população em idade laboral cresceu 0,8% nos EUA, tendo a do Japão retrocedido ao mesmo ritmo.

Outra indicação de que o Japão tem usado integralmente o seu potencial é a de que a taxa de desemprego tem sido constante na última década. Pelo contrário, a taxa de desemprego nos EUA quase duplicou, aproximando-se agora dos 10%. Pode-se, portanto, concluir que os norte-americanos deviam tomar o Japão como um exemplo, não de estagnação, mas de como conseguir um crescimento máximo a partir de uma fonte limitada.

As diferenças demográficas são relevantes não apenas na comparação entre o Japão e os EUA, mas também para explicar muitas das distinções existentes nas taxas de crescimento a longo prazo entre as economias avançadas. Para os países do G-7, pode-se estimar que o crescimento da população activa se traduza num aumento de um ponto percentual da taxa de crescimento do PIB. Os EUA marcaram um desempenho ligeiramente pior do que o esperado por esta medida aproximada; o Japão conseguiu um melhor comportamento; e muitos outros países ricos estiveram muito próximos da mesma.

Olhando para a próxima década, esta análise sugere que se pode prever as taxas de crescimento relativas dos países ricos com base no padrão de crescimento demográfico das suas populações activas. Esse é um dado que já se conhece hoje, pois todos os que vão entrar na idade activa nas duas próximas décadas já nasceram.

Sendo assim, o declínio relativo do Japão como uma das principais potências económicas vai manter-se, já que a população activa vai continuar a reduzir-se em torno de 1% ao ano. A Alemanha e a Itália apresentam cada vez mais os mesmos padrões de quebra do Japão em relação aos habitantes em idade laboral, e, provavelmente, vão crescer também muito ligeiramente.

No caso da Alemanha, pode-se observar um interessante facto na sua demografia: de 2005 a 2015, a população activa vai estabilizar. Mas isso vai ser seguido por uma queda acentuada, quando esta parte da população diminuir ainda mais rapidamente do que no Japão.

A actual força da economia germânica deve-se, em parte, a esta estabilização demográfica temporária. Mas um cenário ao estilo japonês parece inevitável a partir de 2015. Pelo contrário, os EUA, o Reino Unido e a França devem crescer a um maior ritmo pela simples razão de que as suas populações activas continuam a aumentar, mesmo que a um ritmo relativamente lento.

Podem-se tirar duas lições desta consideração sobre a influência dos factores demográficos no crescimento económico. Primeiro, a ideia da “década perdida”, ao estilo japonês, é errada – mesmo quando aplicada ao próprio Japão. O crescimento lento deste país ao longo da última década deveu-se a uma tendência demográfica desfavorável e não a políticas macroeconómicas agressivas.

Depois, um maior abrandamento das taxas de crescimento dos países desenvolvidos parece inevitável, tendo em conta que até nas nações com maior dinâmica o crescimento da população activa está em queda. Nos países menos dinâmicos, como o Japão, a Alemanha ou a Itália, uma quase-estagnação parece um facto ao qual não podem fugir.

Daniel Gros é director do Centro para os Estudos Políticos Europeus.
Copyright: Project Syndicate, 2011.
www.project-syndicate.org"
In Jornal de Negócios Online
Uma prespectiva interessante sobre o crescimento e os critérios de avaliação do mesmo em relação às maiores potências mundiais.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Depósitos mais rentáveis

Os cinco melhores depósitos online

Poupança Extra
Segundo a Deco, a 12 meses, este depósito do Activobank é o que oferece a remuneração mais elevada. Contudo, para ter uma TANB de 4%,
o cliente terá de domiciliar o ordenado (mínimo líquido mensal de 650 euros) ou efectuar pagamentos mensais mínimos com cartão de crédito de 250 euros ou fazer 12 transacções mensais com cartão de débito. Caso contrário, a remuneração é de 2%. O mínimo de constituição são 3.000 euros.

Superdepósito Banif@st
Quem subscrever este depósito exclusivamente através do serviço ‘online' banif@st beneficia de uma TANB de 3%. para um prazo de 365 dias. O mínimo de constituição são 2.500 euros e não existe limite máximo. Este produto pode também ser subscrito por períodos inferiores mas a taxas de juro inferiores. Por 7, 45, 60, 90, 120 ou 180 dias.

Net Activo
Disponível no Activobank, este produto pode ser subscrito a partir dos 500 euros. Os reforços são permitidos, com montantes mínimos de 250 euros, contudo a uma taxa de juro que pode ser diferente. Esta aplicação também pode ser constituída por períodos de tempo inferiores. Nomeadamente, por 60, 90 e 180 dias, mas a TANB inferiores. O pagamento de juros é efectuado na data de vencimento da aplicação.

Poupança Banif
Quem subscrever esta aplicação através da plataforma ‘online' do banco por um prazo de 366 dias tem acesso a uma taxa de juro bruta de 2,75%. Esta aplicação é válida para montantes mínimos de investimento de 250 euros, sendo permitidos reforços mensais programados ou pontuais a partir dos 25 euros. No entanto, a remuneração dos reforços é feita com base na taxa de juro em vigor na altura da entrega.

Depósito Banif@st
Os clientes do serviço Banif@st podem constituir este depósito por um prazo de um ano a partir dos 500 euros não sendo permitidos reforços dos montantes aplicados. Esta aplicação é remunerada com uma taxa de juro bruta de 2,75%. Este produto pode também ser subscrito por períodos inferiores mas a taxas de juro anuais bruta inferiores. Por 45, 60, 90, 120 ou 180 dias.


Os cinco melhores depósitos tradicionais

Depósito Ouro Plus 12 meses
Segundo dados da Deco, este depósito do Popular - a par do "DP Crescente 12 meses" do BPN - oferece a melhor remuneração entre os depósitos a 12 meses disponíveis ao balcão. Remunera a uma taxa bruta de 3,25%, contudo destina-se apenas a novos clientes ou recursos novos. É válido para aplicações a partir dos 300 euros, tem como limite máximo 500 mil euros e não permite reforços.

DP Crescente 12 meses
O cliente ao subscrever este depósito de taxas crescentes do BPN, pelo prazo de um ano, beneficia de uma taxa de juro bruta média de 3,25%, tendo em conta uma TANB de 2,75% no primeiro semestre e de 3,75% no segundo semestre. O montante mínimo exigido para subscrever esta aplicação são 2.500 euros mas não são permitidos reforços.

Poupança Nova Vida
A 12 meses, esta aplicação do Banif remunera a uma TANB de 3%. O mínimo de constituição são 250 euros. Podem-se efectuar reforços programados ou pontuais, com um valor mínimo de 25 euros, mas a taxa de juro a a aplicar em cada entrega será a que estiver em vigor nas datas em que forem efectuadas. Contudo, esta aplicação destina-se apenas a clientes a partir dos 50 anos.

Poupança Banif
Ao subscrever esta aplicação num balcão do Banif por um prazo de 366 dias, o cliente beneficia de uma taxa de juro bruta de 2,75%. É possível constituir esta aplicação a partir dos 250 euros, sendo permitidos reforços mensais programados ou pontuais de montantes mínimos a partir dos
25 euros. No entanto, a remuneração dos reforços é feita com base na taxa de juro em vigor na altura da entrega.

Depósito a prazo 12 meses
Segundo os dados da Deco, a remuneração bruta de um depósito a prazo a 12 meses tradicional, do BPN, pode chegar aos 2,75%. Contudo, para ter acesso a essa remuneração o montante mínimo de investimento são 50 mil euros. Esta aplicação pode ser subscrita até um montante máximo de 500 mil euros. Os reforços da aplicação não são permitidos.

"Fonte: Diário Económico Online"