"Entre 2010 e 2015, o PIB português deverá crescer apenas 0,9% ao ano, segundo as previsões do FMI. Números que ainda não têm em consideração os efeitos do último pacote de austeridade mas que colocam já Portugal com o terceiro ritmo de crescimento mais baixo do mundo neste período. Num conjunto de 183 países analisados, apenas consegue ultrapassar a Grécia (0,2%) e a Venezuela (0,7%). Um cenário que só vem complicar as contas do Governo, que pretende reduzir o défice para menos de 3% até 2013. O FMI avisa mesmo que Portugal é uma das dez economias avançadas que necessitarão de fazer um maior esforço de consolidação orçamental."
Foi este o título de primeira página do caderno de Economia do jornal Expresso do passado dia 16 de Outubro.
O FMI é uma instituição que eu desprezo, devido aos inúmeros erros que cometem quando tentam "ajudar" algum país com dificuldades financeiras. Mas esta minha opinião, ficará para mais tarde, o importante agora é este título.
Estes dados, apesar de vindos do FMI, deixam qualquer um de boca aberta, contudo não é nada de novo, já que desde 2000, o nosso PIB tem um crescimento médio anual de 0,91% (a 9ª mais baixa), se assim é, a crise não nos atingiu em 2008/2009, atingiu-nos muito antes disso (lembram-se quem estava no Governo?).
Das 10 economias mais lentas, entre 2010-2015, encontram-se, além de Grécia e Portugal, também Itália e Espanha, e nessas 10, a sétima mais baixa, encontra-se o Kiribati, que honestamente nunca ouvi falar, mas trata-se de um país da Micronésia e Polinésia, que compreende vários grupos de ilhas.
Conforme noticiado acima, estes dados não consideram os efeitos do plano de austeridade, ou seja, teremos de contar com um crescimento do PIB de 0%, ou mesmo inferior, como aliás já está previsto.
Este plano reduz o poder de compra e aumenta a taxa de desemprego, o que por sua vez vai diminuir o consumo interno, prejudicando assim o crescimento do PIB. Vai também ser ainda mais difícil para as famílias endividadas pagarem as suas prestações mensais aos bancos, e se os bancos não recuperam os seus fundos, terão que ir pedir mais empréstimos ao BCE, mas essa torneia também se vai fechar.
O aumento do IVA, e o facto dos turistas que trazem a sua viatura, terem de dar 77€ pelo identificador, vai reduzir o fluxo anual de turistas, prejudicando uma das principais fontes de receita do nosso País.
Nem vale a pena continuar a evidenciar este pesadelo económico-financeiro-social, pesadelo este que iremos pagar durante muitos, e muitos anos.
Bom post inicial, continua o bom trabalho.
ResponderEliminarToca a dinamizar isto:D
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