quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E se o Orçamento for chumbado?

Conheçam os cenários difíceis para Portugal caso o Orçamento não passe no Parlamento.

Perante o impasse que se vive em relação à viabilização do Orçamento do Estado para 2010, multiplicam-se os cenários. Todos os que implicam o seu chumbo, fazem antever dificuldades acrescidas para que a situação seja desbloqueada. Com um Presidente com poderes congelados e um primeiro-ministro que ameaça demitir-se se não tiver Orçamento, são poucas as hipóteses viáveis para que a situação se resolva rapidamente.

1. OE é chumbado e Governo decide apresentar um novo
Se Sócrates não conseguir viabilizar este Orçamento, pode decidir manter-se no cargo, e trabalhar junto de Teixeira dos Santos e, eventualmente negociar mais uma vez com o PSD, para delinear um novo documento, com novas propostas que seja passível de aprovação. Mesmo sem negociações, a haver um novo Orçamento ele terá sempre que ser diferente do primeiro, uma vez que a Constituição não permite que um Orçamento rejeitado volte a ser apresentado.

2. Governo e PSD revêem as suas posições
Tal como disse ontem Francisco Assis, as portas da negociação têm que se manter abertas até ao dia do juízo final: 3 de Novembro, altura em que será votado na globalidade. Até lá, Governo e PSD podem diluir as divergências que os separam - os tais 0,25% do PIB - e encontrar uma solução conjunta que permita a viabilização. Se isso acontecer, o país terá Orçamento, os mercados ficarão mais calmos e o Governo afasta o cenário de crise política por uns tempos.

3. Orçamento é chumbado e Sócrates demite-se
Se o Orçamento for chumbado, Sócrates já disse que se demite. Aqui, deixa Cavaco perante várias hipóteses, nenhuma delas fácil de atingir. O primeiro passo do Presidente passará por convidar o PS a nomear um novo primeiro-ministro, uma vez que até Março é impossível dissolver a Assembleia. A rejeição deste cenário entre os socialistas é dada como certa. Pelo que restará a Cavaco promover o tal Governo de iniciativa presidencial, que o próprio tem rejeitado, ou convidar todos os partidos a formarem uma maioria estável (algo muito difícil de concertar).

4. OE é chumbado, mas Governo fica em gestão
Sem Orçamento, o país ficará em duodécimos. Mesmo assim, Sócrates não é obrigado a demitir-se, nem tão pouco a apresentar novo documento. O Presidente da República também não o poderá forçar, uma vez que até às presidenciais está com os poderes de dissolução congelados. Só o Parlamento poderá então votar uma moção de censura que, a ser aprovada, faz cair o Governo e abre a porta a eleições antecipadas, que o novo Presidente só pode marcar depois de tomar posse (6 de Março). Qualquer destes cenários deixa o Governo em gestão.

5. Parlamento aprova revisão constitucional para permitir eleições imediatas
É o cenário mais remoto de todos. O PSD já deixou a proposta para que seja feita rapidamente uma emenda constitucional que permita ao Presidente da República convocar eleições no período que antecede o fim do seu mandato. Mas teria que ser feita em poucas semanas, para que Cavaco ainda possa convocá-las antes de ir a votos, no dia 23 de Janeiro. De qualquer forma, o PS tem rejeitado peremptoriamente esta hipótese e, é sabido que sem 2/3 dos votos no Parlamento, nenhuma alteração constitucional pode ser feita .
Fonte: Diário Económico

Esqueceram-se da opcão 6 que se torna cada vez mais provável: a entrada do FMI em Portugal.
Vamos ver o que nos reservam os próximos tempos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E tudo começou com...


Na minha opinião este foi o momento de viragem na economia mundial e talvez o grande responsável pela crise que a Europa atravessa! Na imagem abaixo esta retratada bem o poder que os produtos chineses tem no comércio mundial.
Como foi possivel que a OMC ou WTO ter aceite a entrada de um País que não respeita os Direitos Humanos?
Como é possivel competir com um País em que grande parte da população trabalha mais de 12h por dia e recebe menos de $ 1USD por dia? Não será isto concorrência desleal?
A nós Europa só nos resta uma alternativa apostar na diversificação e na qualidade. Mas até quando?
Como competir com o País mais populoso do Mundo?
Deixar de comprar produtos Made in China?


É urgente tomar medidas a nível mundial!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para quem se interessa pela bolsa!

Destaque para o BCP que muito em breve pode subir graças ao (possível) aumento da participação da Sonangol no capital.
Nas próximas semanas vão ser apresentados os resultados trimestrais de muitas empresas que compõem o PSI20. Portanto é uma boa altura para investir.
Também vão ser emitidas obrigações do tesouro.

No Topo, ou talvez não!!!

Portugal foi o terceiro país que menos cresceu na última década

"Foi uma década perdida para Portugal. O nosso país foi o terceiro que menos cresceu nos últimos dez anos, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Na lista dos 180 países analisados, o desempenho da economia portuguesa ocupa o terceiro lugar mas a contar do fim. Pior só a Itália e o Haiti. Há dez anos a economia portuguesa estava no 35º lugar, actualmente está no 38º posto.
No relatório do FMI, a culpa é do descontrolo da despesa pública e da falta de uma política fiscal sólida. «Com um Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 160 mil milhões de euros, Portugal caiu três posições na lista das maiores economias do mundo».
Os EUA continuam a ser os mais «abastados». Depois segue-se a China, o Japão, a França e a Alemanha, sem esquecer o Brasil que também está no top 10 dos mais ricos do mundo."

Aí estão os reflexos das nossas escolhas, dos nossos erros e da inércia a nível de decisões.

domingo, 24 de outubro de 2010

Estado de Sítio:

Aqui vemos a indecisão  que reina nos nossos políticos, isto normalmente

paga-se, e neste período em que vivemos paga-se muito caro.

sábado, 23 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dois em cada três portugueses não sabem o que é o spread

Segundo um estudo do Banco de Portugal, 61% dos Portugueses não sabe o que é o Spread. Imagina-se a quantidade de pessoas que são enganadas pelos Bancos...
Bem dizia o Professor Rogério Matias que a literacia financeira devia começar desde cedo.

O elogio de Al Gore


"O ex-vice presidente dos EUA, Al Gore, esteve esta manhã, em Portugal, a falar de sustentabilidade, onde elogiou o papel "de liderança" que o País está a assumir na mudança de mentalidade no que concerne ao ambiente.

“Portugal está a fazer um trabalho fantástico nas renováveis. Elogio sempre os esforços portugueses nas energias solar e eólicas nas minhas conferências por todo o mundo”, disse Al Gore, na sua apresentação durante o SAP Business Fórum que está a decorrer hoje no Centro de Congressos do Estoril.
O ex-vice-presidente dos EUA foi critico quanto à tomada de posição do seu país e foi bastante elogioso para Portugal. Al Gore sublinhou o facto de Portugal ser “pioneiro em muitos projectos ligados à sustentabilidade”.

Conhecido pela sua defesa pelo meio ambiente, Al Gore reforçou a necessidade da tomada de consciência e respectiva mudança, começando especificamente pelos EUA, sendo uma das maiores economias do mundo.

“A crise traz desafios, mas também traz muitas oportunidades. E a vontade política também é um recurso renovável”, disse Al Gore.

O ex-governante norte-americano falou durante quase uma hora numa plateia cheia de gestores e colaboradores de empresas ligadas às tecnologias de informação, a convite da alemã SAP."

Uma boa noticia no meio de tanto cinzentismo!

Casino Europeu

Uma bela explicação sobre a crise na Europa e o comportamento dos estados!



Assim toda a gente percebe para onde foi o nosso dinheiro que falta agora!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Só a Venezuela e a Grécia são piores do que nós"

"Entre 2010 e 2015, o PIB português deverá crescer apenas 0,9% ao ano, segundo as previsões do FMI. Números que ainda não têm em consideração os efeitos do último pacote de austeridade mas que colocam já Portugal com o terceiro ritmo de crescimento mais baixo do mundo neste período. Num conjunto de 183 países analisados, apenas consegue ultrapassar a Grécia (0,2%) e a Venezuela (0,7%). Um cenário que só vem complicar as contas do Governo, que pretende reduzir o défice para menos de 3% até 2013. O FMI avisa mesmo que Portugal é uma das dez economias avançadas que necessitarão de fazer um maior esforço de consolidação orçamental."

Foi este o título de primeira página do caderno de Economia do jornal Expresso do passado dia 16 de Outubro.
O FMI é uma instituição que eu desprezo, devido aos inúmeros erros que cometem quando tentam "ajudar" algum país com dificuldades financeiras. Mas esta minha opinião, ficará para mais tarde, o importante agora é este título.
Estes dados, apesar de vindos do FMI, deixam qualquer um de boca aberta, contudo não é nada de novo, já que desde 2000, o nosso PIB tem um crescimento médio anual de 0,91% (a 9ª mais baixa), se assim é, a crise não nos atingiu em 2008/2009, atingiu-nos muito antes disso (lembram-se quem estava no Governo?).
Das 10 economias mais lentas, entre 2010-2015, encontram-se, além de Grécia e Portugal, também Itália e Espanha, e nessas 10, a sétima mais baixa, encontra-se o Kiribati, que honestamente nunca ouvi falar, mas trata-se de um país da Micronésia e Polinésia, que compreende vários grupos de ilhas.
Conforme noticiado acima, estes dados não consideram os efeitos do plano de austeridade, ou seja, teremos de contar com um crescimento do PIB de 0%, ou mesmo inferior, como aliás já está previsto.
Este plano reduz o poder de compra e aumenta a taxa de desemprego, o que por sua vez vai diminuir o consumo interno, prejudicando assim o crescimento do PIB. Vai também ser ainda mais difícil para as famílias endividadas pagarem as suas prestações mensais aos bancos, e se os bancos não recuperam os seus fundos, terão que ir pedir mais empréstimos ao BCE, mas essa torneia também se vai fechar.
O aumento do IVA, e o facto dos turistas que trazem a sua viatura, terem de dar 77€ pelo identificador, vai reduzir o fluxo anual de turistas, prejudicando uma das principais fontes de receita do nosso País.

Nem vale a pena continuar a evidenciar este pesadelo económico-financeiro-social, pesadelo este que iremos pagar durante muitos, e muitos anos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Viabilização do OE pode levar juros da dívida para os 5%

"Analistas acreditam numa redução dos juros, mas alertam que o regresso à normalidade levará tempo.
Os juros da dívida portuguesa tiveram na sexta-feira a maior descida diária desde Julho, em antecipação à apresentação do Orçamento do Estado para 2011. Os especialistas acreditam que a tendência pode prolongar-se nos próximos dias com a viabilização do documento, ainda que o regresso à normalidade possa ainda estar longe.

As taxas exigidos pelos investidores para a compra de obrigações portuguesas com maturidade a 10 anos caíram 31 pontos base para 5,74% na sexta-feira. Desde o máximo de fecho de 6,512%, a 28 de Setembro, véspera do anúncio do chamado PEC 3, os juros já recuaram 77 pontos."

Portanto toda a gente vê que este OE é feito com o objectivo desta descida e com consequentemente a descida do défice, mas serão estas medidas as mais indicadas?
Pelo menos os mercados actuais respondem afirmativamente a esta pergunta, agora vamos ver como responde a economia portuguesa nos próximos anos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bens que vão sofrer alteração da taxa de IVA

"São vários os produtos que, no próximo ano, vão ver a taxa de IVA agravada. Veja aqui os produtos e serviços que passam de 6% para 23% e os que sobem de 13% para 23%. São vários os produtos que, no próximo ano, vão ver a taxa de IVA agravada. Veja aqui os produtos e serviços que passam de 6% para 23% e os que sobem de 13% para 23%.

Passam de 6% para 23%:
-Leites chocolatados, aromatizados, vitaminados ou enriquecidos
-Bebidas e sobremesas lácteas;
-Sobremesas de soja
-Refrigerantes, sumos e néctares de frutos ou de produtos hortícolas, incluindo os xaropes de sumos, as bebidas concentradas de sumos e os produtos concentrados de sumos.
-Utensílios e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados ao combate e detecção de incêndios.
-Prática de actividades físicas e desportivas


Passam de 13% para 23%:
-Conservas de carne e miudezas comestíveis.

-Conservas de moluscos
-Conservas de frutas ou frutos, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas compotas, geleias, marmeladas ou pastas
-Conservas de produtos hortícolas, designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas
-Óleos directamente comestíveis e suas misturas (óleos alimentares);
-Margarinas de origem animal e vegetal.
-Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes.
-Aperitivos ou snacks à base de estrugido de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais.
-Flores de corte, folhagem para ornamentação e composições florais decorativas. Exceptuam-se as flores e folhagens secas e as secas tingidas."

O governo que não se esqueça que para aumentar é fácil mas se daqui a alguns anos quiser baixar vai ter que "travar uma longa batalha em Bruxelas".

Estas alterações ainda terão que ser aprovadas no Parlamento.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O jogo da Bolsa

Quem tiver interessado em simular o mundo da bolsa tem aqui uma excelente oportunidade.
Eu já me inscrevi.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um mail engraçado que me enviaram

(Esta carta foi direccionada ao banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.)

" Exmos. Senhores Administradores do BES

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma 'taxa de acesso ao pão', outra 'taxa por guardar pão quente' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.

Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de crédito'-equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pão', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar

Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de conta'.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura de padaria', pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como 'Papagaios'. Para gerir o 'papagaio', alguns gerentes sem escrúpulos cobravam 'por fora', o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de 'por fora' temos muitos 'por dentro'.

Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR 'para manutenção da conta' - semelhante àquela 'taxa de existência da padaria na esquina da rua'.

A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quente'.

Mas os senhores são insaciáveis.

A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.

Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.


A REVOLUÇÃO APROXIMA-SE!!!"

Imposto sobre a banca pode gerar receita fiscal anual de 413 milhões para Portugal

"O imposto sobre as actividades financeiras (IAF) proposto hoje, em Bruxelas, poderia em Portugal gerar uma receita fiscal anual de cerca de 413 milhões de euros que corresponde a cerca de 0,2% do PIB.

Uma taxa de 5% sobre os lucros e salários nas sociedades financeiras irá originar uma receita de mais de 25 mil milhões de euros nos 27 Estados-membros, de acordo com um documento de trabalho do executivo comunitário em que são estudados vários cenários de introdução do IAF.

A Comissão Europeia "concluiu que havia boas razões para a introdução dos impostos que agora propõe", segundo um comunicado de imprensa distribuído em Bruxelas.
Em primeiro lugar, o sector financeiro foi "um dos principais responsáveis pela crise financeira", tendo recebido substancial apoio estatal nos últimos anos, segundo Bruxelas.

Esse sector "deve pois agora contribuir de forma adequada para os custos da reconstrução das economias europeias e do relançamento das finanças públicas".

O executivo comunitário sublinha que, uma vez que o sector financeiro beneficia de isenção de IVA na UE, um imposto desta natureza "garantiria que este sector não está a ser sub tributado em relação aos outros".

"Assim, um novo imposto poderia ajudar a garantir que o sector financeiro contribui de forma mais justa e mais substancial para as finanças públicas, proporcionando fontes de receitas adicionais e propiciando uma maior estabilidade e eficiência do sector", conclui o executivo comunitário.

Tudo isto é muito engraçado e justo, mas não está a punir os verdadeiros reponsáveis pela crise, os clientes vão ser os verdadeiros prejudicados ao pagar mais um imposto indirecto enquanto as instituições bancárias apenas vão ter uma redução na procura dos seus serviços e para isso ainda vão aumentar mais os seus SPREAD's.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

De Regresso

Após uma longa ausência o blog está de volta e terá novidades a breve prazo.
Deixo-vos com uma entrevista interessante do Jornal de Negócios acerca do possibilidade de investir em divida pública.