quarta-feira, 30 de março de 2011

O Seu Dinheiro - Programa Semanal a seguir com atenção

Vejam com atenção como investir nos Certificados do Tesouro que vale a pena investir agora.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Moody's corta rating da EDP, REN e ANA

"A Moody's, agência de notação financeira, baixou o rating da EDP, REN e ANA dois dias depois de ter revisto em baixa a classificação da República Portuguesa.

Num comunicado enviado ao regulador do mercado, a EDP anuncia a revisão em baixa do rating de A3 para Baa1, com outlook estável, salientando que segue "a revisão em baixa da notação de rating da República Portuguesa para "A3" com outlook negativo de A1 (com revisão para possível baixa do rating)".

A EDP acrescenta que a revisão reflecte a decisão da Moody's em avaliar a empresa com base na sua qualidade de crédito individual, retirando-lhe o benefício de um nível que o rating da EDP incorporava e que reflectia a possibilidade de um apoio extraordinário da República Portuguesa.

O site da Moody's informa que a revisão em baixa do rating da ANA (empresa que gere os aeroportos portugueses) de A2 para A3, com Outlook estável, reflecte também a exposição da empresa aos mercados domésticos e um perfil de liquidez modesto que está dependente do acesso ao financiamento bancário, entre outros factores.

A descida do rating da REN (empresa que gere a rede eléctrica), que baixou de A3 para Baa1 e tem um outlook negativo está relacionado com os factores anteriormente apontados, mas também com a possibilidade do Estado português reduzir a sua participação na eléctrica nacional avançando com mais privatizações. Oje/Lusa"


Mais uma vez as agências de Rating americanas cortam níveis às maiores empresas portuguesas, devido à sua ligação estatal. Mas até quando vai isto durar!?!?!
Já há muito que se endureceram as críticas por parte dos europeus às agências americanas uma vez que a independência destas não está garantida nem é transparente perante os avaliados.
Quem viu os CDS (Credit Default Swaps) dos bancos americanos a ser avaliados com nota máxima quando eram tão tóxicos que provocaram uma crise mundial, não percebe agora a subavaliação por parte das mesmas agências a países e empresas europeias que apesar de andarem no limbo, ainda são mais prejudicadas pela falta de confiança trazida pelas avaliações americanas. Poderá por isso ser importante a criação de uma agência de Rating europeia mais independente dos interesses dos E.U.A..

Aconselho a verem o filme "Inside Job" (http://www.imdb.com/title/tt1645089/), que apesar de mostrar uma posição mais extrema, ilustra bem o que realmente move as agências de Rating.
Vejam também esta notícia relacionada com a perspectiva europeia acerca deste assunto.
(http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1128&did=146801)

Milão foi montra para calçado luso alérgico à crise

"Com uma situação cada vez mais confortável na conquista de mercados internacionais, principalmente na fórmula de negócio "private label", as empresas de calçado portuguesas apostam na criação de marcas próprias e, neste sistema, na implementação de subcategorias de produtos.

Na última edição da Micam, em Milão, a fileira mostrou porque não teme a crise e prevê o aumento das exportações durante 2011.

"Há cerca de 10 anos, quando os clientes estrangeiros percebiam que éramos portugueses, nomeadamente quando viam as facturas, pura e simplesmente rasgavam-nas e não respeitavam qualquer tipo de negócio", conta Miguel Vieira. O estilista dá conta que o cenário mudou e, "a reboque de muito trabalho e empenho", é agora uma clara mais-valia que os produtos digam "Made in Portugal".
A este criador nortenho surgiram já "vários convites de grandes marcas internacionais" para ingressar novos projectos, mas o mesmo recusa abandonar a sua chancela, alegando que "é um projecto de vida que está em permanente concretização". Em contrapartida, a estratégia do empresário passa por alargar a gama de produtos com a sua assinatura.
Fruto da interacção com os clientes, Miguel Vieira deixou de se focar apenas nos sapatos para se dedicar à roupa, jóias, móveis e acessórios. Em média, o estilista marca presença em 30 feitas internacionais por ano com 15 produtos-âncora.
O criador prepara-se agora para apostar em países como Brasil, Rússia e Índia porque "são mercados que gostam muito de marcas, têm dinheiro para gastar, frequentam desfiles e, sobretudo, olham para Portugal como um país criador de moda", argumenta.

Conforto no "private label" dá margem a lançar marcas próprias

Presente no mercado há 70 anos, a empresa Centenário tem, de modo fiel, e em regime de "private label", um cliente holandês que lhe assegura grande parte da produção, a par de outros em diferentes pontos do globo.
Mas esta empresa familiar de Oliveira de Azeméis lançou-se, há cerca de dois anos e com a sua marca própria - cuja designação é precisamente "Centenário" -, no fabrico de sapatos em couro para golfe. Nesta altura, a firma, que é conhecida por fabricar sapatos que podem custar, nas lojas, mais de 4000 euros por serem compostos por materiais exóticos e diferentes, encontra-se a fazer "manobras de charme em clubes da modalidade não só em Portugal como noutros países onde o mesmo tem praticantes", explica Rodrigo Ferreira, administrador da empresa.
Estas são apenas duas das 97 marcas portuguesas de calçado que, espalhadas pelos dez pavilhões do certame, marcaram presença na última edição da Micam, em Milão. Ao todo, foram mais de 1600 expositores, de aproximadamente 50 países, que foram visitados por cerca de 40 mil profissionais. Portugal marcou especialmente pontos nesta edição por ter sido a segunda maior delegação estrangeira no evento, tendo sido apenas superado pela Espanha.
"Estamos muito satisfeitos porque na última feira tivemos 90 marcas representadas e neste tivemos 97, o que representa um crescimento de quase 10% e mostra que é este o caminho a percorrer agora e no futuro", aponta Fortunato Frederico, presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes de Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS).
Em causa está o organismo representativo do sector que, em parceria com o AICEP e apoio do Compete, um programa do QREN, apoiaram as empresas nacionais a marcarem presença nesta que é a mais importante e prestigiada feira de calçado do Mundo.

Crise não amedronta empresários do sector

"Pensamos que em 2011 vamos continuar a crescer. O sector está a passar à margem da crise porque está muito internacionalizado e, um pouco em cada mercado, consegue ter uma dimensão de negócio considerável", explica. Segundo Fortunato Frederico, "a estratégia passa por vender para muitos mercados e crescer um pouco em cada um deles, especialmente nos mercados tradicionais da Europa, América e países de Leste", concretiza.
Recorde-se que, em 2010, as exportações de calçado tinham aumentado 5,2%, para 1296 milhões de euros. E de acordo com o Boletim de Conjuntura da APICCAPS, "as encomendas, em 2011, continuaram a evoluir favoravelmente" e, apesar das perspectivas macroeconómicas pouco favoráveis, as empresas lusas de calçado "esperam reforçar a actividade, com o consequente impacto positivo no emprego".

2011-03-18 10:33
Marta Araújo, Vida Económica ."

É bom verificar que existem forças para combater a crise. Tomara que todos os sectores fossem exemplares como este e que tivessem uma associação que realmente acompanhasse a conjuntura nacional e internacional como a APICAPS faz com o calçado.

1000 Presenças

Vejo com agrado que este blog já ultrapassou as 1000 visitas, espero que a partir daqui o crescimento seja ainda maior e conto com a colaboração de todos para isso acontecer.

Cumprimentos