sexta-feira, 18 de março de 2011

Moody's corta rating da EDP, REN e ANA

"A Moody's, agência de notação financeira, baixou o rating da EDP, REN e ANA dois dias depois de ter revisto em baixa a classificação da República Portuguesa.

Num comunicado enviado ao regulador do mercado, a EDP anuncia a revisão em baixa do rating de A3 para Baa1, com outlook estável, salientando que segue "a revisão em baixa da notação de rating da República Portuguesa para "A3" com outlook negativo de A1 (com revisão para possível baixa do rating)".

A EDP acrescenta que a revisão reflecte a decisão da Moody's em avaliar a empresa com base na sua qualidade de crédito individual, retirando-lhe o benefício de um nível que o rating da EDP incorporava e que reflectia a possibilidade de um apoio extraordinário da República Portuguesa.

O site da Moody's informa que a revisão em baixa do rating da ANA (empresa que gere os aeroportos portugueses) de A2 para A3, com Outlook estável, reflecte também a exposição da empresa aos mercados domésticos e um perfil de liquidez modesto que está dependente do acesso ao financiamento bancário, entre outros factores.

A descida do rating da REN (empresa que gere a rede eléctrica), que baixou de A3 para Baa1 e tem um outlook negativo está relacionado com os factores anteriormente apontados, mas também com a possibilidade do Estado português reduzir a sua participação na eléctrica nacional avançando com mais privatizações. Oje/Lusa"


Mais uma vez as agências de Rating americanas cortam níveis às maiores empresas portuguesas, devido à sua ligação estatal. Mas até quando vai isto durar!?!?!
Já há muito que se endureceram as críticas por parte dos europeus às agências americanas uma vez que a independência destas não está garantida nem é transparente perante os avaliados.
Quem viu os CDS (Credit Default Swaps) dos bancos americanos a ser avaliados com nota máxima quando eram tão tóxicos que provocaram uma crise mundial, não percebe agora a subavaliação por parte das mesmas agências a países e empresas europeias que apesar de andarem no limbo, ainda são mais prejudicadas pela falta de confiança trazida pelas avaliações americanas. Poderá por isso ser importante a criação de uma agência de Rating europeia mais independente dos interesses dos E.U.A..

Aconselho a verem o filme "Inside Job" (http://www.imdb.com/title/tt1645089/), que apesar de mostrar uma posição mais extrema, ilustra bem o que realmente move as agências de Rating.
Vejam também esta notícia relacionada com a perspectiva europeia acerca deste assunto.
(http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1128&did=146801)

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